Escritor lança livro com coletânea de Folhetim

Após lançar o 26º livro autor ituveravense presenteia leitores e amigos com 27ª obra

   O escritor ituveravense Guilherme Cavallari Bueno, que na semana anterior lançou seu 26º livro, preparou para sábado dia 26 de fevereiro, mais um presente para seus amigos e leitores.
   O lançamento de sua 27ª obra aconteceu novamente pelo formato on-line devido o momento de pandemia, a partir das 15:30 horas, através do Grupo de WhatsApp “Sô Dico”. O pseudônimo é usado por Guilherme desde o primeiro livro para autoria dos livros.
   Desta vez, contudo, trata-se de uma coletânea de 200 folhetins do Palhaço Estrelinha, publicação que desde o início do grupo na rede social, passou ser semanal.
   O Folhetim, que está em pausa no momento, já conta com 225 textos, sendo que os primeiros 200 estão preparados para o novo livro. Em entrevista ao Jornal O Progresso Guilherme “Sô Dico”, falou sobre o novo trabalho que será o volume 1 da coleção do Folhetim.
   “Este folhetim é inspirado nos diálogos platônicos que o Palhaço Estrelinha (um menino que se veste de palhaço) e a Mangaba (uma loba Guará) com quem tem várias conversas sobre assuntos do cotidiano, reflexivo, provocativo, sendo alguns capítulos melancólicos e outros engraçados variando constantemente”, adianta o escritor.
   O autor informa que os primeiros capítulos são mais longos e o seguintes mais compactos.
   O Folhetim do Palhaço Estrelinha foi criado em 2017 quando o autor não escrevia com periodicidade como atualmente que passou ser semanal.
   “Começou em 2017 e em 2018 mais fixo e, como não existia o grupo que foi criado em 2020, mandava para alguns leitores via Whatsapp e e-mail, agora pôde ficar frequente no grupo”, esclareceu.
   Falando sobre as personagens o autor lembra que o Palhaço usa uma fantasia que disfarça o seu aspecto corporal, além da maquiagem que disfarça o rosto, a tradicional peruca e uma cartola.
   Guilherme lembra que desta forma não é possível saber como é o cabelo original do Estrelinha e sua aparência nunca é revelada, de forma que o leitor pode fazer o seu imaginário funcionar da forma que melhor acreditar ser o garoto que veste de Palhaço.
   “Eu pretendo nunca revelar (as características pessoais) e tem momentos que ele insinua que vai revelar, mas isso não acontece para dar liberdade para o leitor pensar no palhaço que na verdade é uma criança, e imaginar este menino como o leitor quiser”, explica.
   Guilherme informa, porém, o nome do Estrelinha como Ezequiel e que tem apelido de Zico para os familiares. “Já a figura da Mangaba, sendo um lobo Guará veio da inspiração na tirinha de jornal Calvin e Haroldo em que o Calvin tem um tigre de pelúcia e uma criança que fala com o animal, mas no caso do Estrelinha ele fala com uma loba de verdade”, comenta. Ele diz ainda que a escolha da espécie, foi por se tratar de um animal típico do cerrado, e por pertencer ao biomada região. “Achei interessante colocar esse animal, bastante marcante e muito curioso, o que faz da Mangaba também ser assim”, ressalta. “Ela vive perguntando para o Estrelinha sobre coisas do mundo dos humanos e ele vai explicando para ela e surgem estes diálogos nos estilos platônicos, porém, muito mais simples, e mais acessível a um grande público”, completa Guilherme.
   O nome da personagem, embora animal é o nome de uma fruta típica do Cerrado, que ser encontrada naturalmente na região de Ituverava.
   “Os moldes das personagens foram feitos, sob minha descrição, pela artista Maria Tereza conhecida por Tetê, de Ituverava. Ela trabalha com artigos para festas infantis e faz um excelente trabalho com madeira e tinta”, reconhece o jovem.

   “Os moldes então foram fotografados pelo fotógrafo profissional Nelson Catroqui Filho, e as imagens passaram por tratamento digital, feito por mim, dando origem às fi guras de Estrelinha e Mangaba”, completa Guilherme.
   Como se tratam de capítulos avulsos, a montagem contou com a dedicação e experiência bibliotecária da Fundação Educacional de Ituverava, Vera Mariza Chaud. Guilherme, 23 anos, é engenheiro civil graduado pela UFU (Universidade Federal de Uberlândia), onde atualmente cursa Mestrado em Engenharia. Ele é filho do engenheiro e empresário Mauro Bernardes Bueno e Joana Cavallari Bueno.