Ex-goleiro da AA Ituveravense lembra momentos no clube

Tomires fala sobre equipe inesquecível que representava a cidade, lembra de jogadores, treinadores, diretores e torcedores

O ex-goleiro da Associação Atlética Ituveravense Antônio Carlos Milano “Tomires” concedeu entrevista ao Jornal O Progresso na semana em que completou 77 anos de idade.

   Na oportunidade ele fala sobre equipe inesquecível que representava a cidade e lembra de jogadores, treinadores, diretores e torcedores. Lembra também de sua estreia e partidas inesquecíveis com a camisa do “Tigre do Ramal” para serem lembradas pelos saudosistas e conhecidas para os mais jovens.

   Tomires atualmente trabalha no Comercial Futebol Clube, onde atua como secretário, ícone do time, além de comandar os Masters do tradicional time de Ribeirão Preto.

   Confira abaixo a entrevista concedida pelo ex-jogador que é referência também em simpatia e amizade, um porto seguro para os ituveravenses em Ribeirão Preto. Veja no Boxe abaixo matéria que está no site Terceiro Tempo “Que fim levou” do jornalista Milton Neves apresentador do Programa Terceiro Tempo da Band.

   Progresso: Quantos anos senhor está completando? Quantos deles dedicados ao futebol? Quais clubes o senhor representou em sua trajetória?

   Antônio Carlos Milano (Tomires): Estou completando 77 anos. Nasci no dia 09 de setembro de 1945. Iniciei no futebol de salão. Fui direto para o XV de Jaú. No ano de 1967 joguei pela Ituveravense, depois fui vendido para o Comercial. Aí fui emprestado ao Ferroviário, de Araçatuba durante um ano. Joguei no Pentagonal, no Penapolense.

   Fui campeão em 1969, depois voltei para o Comercial. Fui emprestado para o Paraná. Voltei dois anos depois.

   Progresso: Onde o senhor trabalha atualmente? Quais suas ligações com a cidade de Ituverava?

   Tomires: Hoje, trabalho no Comercial Futebol Clube, como Secretário e ícone do Clube. Minha ligação com Ituverava… Bom, eu casei em Ituverava, meus pais residiram em Ituverava. Meu irmão querido, Fransérgio acabou fixando residência em Ituverava, onde ele se casou e tem uma família linda e abençoada.

   Ituverava marcou muito a minha vida. Além de jogar no profissional eu ainda construí grandes e verdadeiros amigos nesta cidade.

   Progresso: Quais as principais conquistas do senhor em sua carreira e pela AA Ituveravense?

   Tomires: O primeiro campeonato “Dente de Leite” foi muito emocionante. Fizemos um campeonato amador na cidade e dali fizemos uma seleção. Jogamos muitos amistosos.

   Progresso: Quais foram os jogos inesquecíveis pela AA Ituveravense? O que o clube e a cidade representam para o senhor?

   Tomires: Momentos marcantes e inesquecíveis foram muitos. No futebol, a principal foi minha estreia. Ituverava venceu Barretos pelo placar de 2 a 0. O estádio da Rua Vitor Venerando da Fonseca estava lotado.

   Um fato muito triste que me recordo, no jogo Ituveravense x Seleção Paulista um atleta ex-jogador do Corinthians, Oreco, teve um infarto fulminante para tristeza geral, infelizmente aconteceu. O time da Ituveravense estava ganhando pelo placar de 3 a 2, o jogo era à noite no estádio da AAI.

   Um jogo que foi memorável: Ituverava 4 Votuporanguense 0. Esse jogo teve vários lances. Me lembro de um lance em que o Gibi passou a bola por baixo das pernas do central Flávio, irmão do Ditão, ex-Corinthians. Lembro também que defendi uma falta no ângulo, cobrada pelo mesmo Flávio, que, aliás, chutava muito forte.

   Lembro também dos jogadores Liminha, ex-Flamengo, Haroldo e Fifi,  ex-Guarani que na época jogavam pela Votuporanguense.

   Um fato curioso: tinha acabado um jogo e fomos na casa do ex-presidente do clube, Dr. José Coimbra, com as roupas do jogo. Foi muita emoção… marcou muito!

   Progresso: O senhor pode recordar os atletas que fizeram parte desta história e estiveram ao seu lado na AAI? Cite também treinadores, massagistas, comissão técnica, diretores e torcedores inesquecíveis?

   Tomires: Tínhamos um plantel naquela época. Para se ter uma ideia tinham de três a quatro jogadores em cada posição. Goleiros: Mão de Onça, Carlos Henrique, Poy e Eu. Laterais: Leonídio, Piolim, Doda. Centrais: Zico, Salata (que jogava também na direita) e Chiquinho. Quarto Zagueiros:  Roberto, Carlito Santiago, Guru e Cuié (que também jogava como lateral se precisasse).  Laterais: Luiz Celso, Valdoir e Celinho. Volantes: Tochinha, Justino e Tite. Meia esquerda:  Zé Augusto e Robertinho. Pontas: Celsinho, Bodão, Celso, Gibi, Bimbo, Marra, Odair, Carioca, Niltinho, Jorge,  Roberto Gatinho,  Macarrão e Jorginho.

   Meus treinadores João Fernandes, Aníbal,  Alemão e Henrique Sales.

   Massagistas: Homero e Geninho. Médicos: Dr. Ecyr, Dr. Archibaldo e Dr. Sicca. Presidente: Dr. José Aureliano Coimbra. Diretores: Caçula, Jairo e sr. Mário. Tesoureiros: Pedrinho e Silvio da Farmácia.

   Progresso: Deixe uma mensagem para a população ituveravense, os antigos torcedores, familiares e amigos.

   Tomires: Ituverava me marcou muito… Me lembro do “Morrinho”, da torcida que era fanática.Não posso deixar de citar meus grandes amigos Cleso, Coelho, Getúlio, pessoal do “Largo do Rosário”, da “Estação” , dos autênticos e fanáticos Luizão, Jorjão, Oscarzinho, Caco, Zézinho Calçados… Muitos amigos.

   Meu pai Antônio Milano e o Edson soltavam os foguetes na entrada da Ituveravense era muito emocionante.

   Gostaria muito de deixar uma homenagem ao Bar do Marcineiro, à Barbearia do Ernesto Chiconeli, ao Vagner e ao João Carteiro. Ao sr. Joãozinho Relojoeiro, ao Bar do Davi, ao pessoal da “Sorveteria do Sr. Osvaldo”, à família do “Manezinho Mocambo”, ao sr. Elias Fotógrafo, sr. Nelson Cordaro (radialista e farmacêutico), o Pereira (locutor), sr. José Maurício Amêndola (uma enciclopédia), ao Sr. Santiago pai do Carlito Santiago, Ariovaldo, Nequinha, meu amigo João Batista Campos, Nenê Cabeleira (goleiro do Paulistano), o amigo Piruá (que era o “gandula”). Muitos amigos.                

Não posso deixar de homenagear minha amada mãe Luzia Paleologo Milano, meu irmão querido Fransérgio e toda sua família, à mãe dos meus filhos Maria Isabel Chéchia, meus amados filhos Fabrícia, Bianca e Antônio Carlos Milano Júnior. Meus netos: Luan, Arthur e Bruno. Gostaria também de fazer uma menção honrosa ao sr. Eurípedes Jorge. Ao povo de Ituverava, jamais esquecerei de vocês! Da Cachoeira… Vocês moram no meu coração! Um abraço do amigo Tomires.

TOMIRESEx-goleiro do Comercial de Ribeirão Preto-SP, XV de Jaú e Ituveravense

   Tomires, o ex-goleiro Antônio Carlos Milano, nascido no município paulista de Jaú, em 9 de setembro de 1945, mora hoje em Ribeirão Preto (SP), onde trabalha na como secretário do Conselho Administrativo do Comercial, o querido “Bafo”. Vale ressaltar, entretanto, que seu registro de nascimento foi feito com data posterior, 15 de setembro de 1945.

   No próprio Comercial, Tomires foi goleiro titular e Émerson Leão, seu reserva. Ele defendeu também o XV de Novembro de Jaú e a Ituveravense (SP).

    Aliás, Tomires tem boas recordações da Ituveravense. “Tive uma grande passagem pela cidade. Encerrei a carreira lá”, conta o ex-goleiro, que iníciou sua trajetória no futebol em Jaú (SP).

    Tomires jogou com Afonsinho e Capelozza no XV de Jaú. Em 1967, foi campeão da segunda divisão pela Ituveravense. Em 1969, trabalhou com João Avelino no Araçatuba.

   Uma de suas maiores recordações ocorreu em 19 de março de 1965 quando, pelo XV de Jaú, enfrentou o Palmeiras na inauguração do estádio Orlando Ometto, em Barra Bonita. O Verdão, na época dirigido por Filpo Nuñez, venceu por 5 a 2.               

Fonte: Que fim levou – terceirotempo.com