Polícia Ambiental fiscaliza queimadas na região

O mês de agosto foi marcado pelas frequentes queimadas que tem ocorrido na região, principalmente nas áreas rurais. O fogo foi tão intenso que as cidades estão convivendo com fuligem quase que diariamente. Além de prejudicar o meio ambiente, a saúde humana e de animais, as queimadas, ocasionadas em sua maioria de forma criminal, provocam prejuízos enormes aos agricultores e proprietários de lavouras, sejam arrendantes ou arrendatários. Espera-se a conscientização e principalmente a punição dos autores destes delitos, visto ser claro que a grande maioria é causada por atitudes criminosas. Muitos destes já estão na mira da Polícia e por consequência da Justiça e em breve terão suas penas aplicadas, o que já começou a acontecer, para o bem de todos.

Operação

Para ter uma ideia, a Polícia Ambiental noticiou esta semana que uma operação contra queimadas multou, na terça-feira, 24, uma usina sucroalcooleira em mais de R$ 2 milhões por provocar queimadas que destruíram uma área de matas e lavouras de mais de 308 hectares, que equivale a 308 “campos de futebol”, em Aramina. A Polícia Ambiental não informou o nome da usina. De acordo com as informações, durante a operação ‘Corta Fogo’, foram identificados 58 focos de queimadas na área administrada pela usina. Dos 308 hectares atingidos pelas queimadas, 150 são de vegetação nativa do bioma Cerrado; 103 são lavouras de cana-de-açúcar; 32,34 hectares são de áreas de preservação permanente; 5,64 hectares em área comum e 16,35 hectares são de reflorestamento.

O total em multas foi de R$ 2.204.767,50. Além da sanção pecuniária, as áreas cobertas com vegetação nativa atingidas pelo fogo foram embargadas. Os responsáveis pelas áreas foram notificados formalmente e cientificados dos procedimentos administrativos e judiciais decorrentes.