Marjorie Estiano vive uma professora de direito da USP que monta um grupo de estudos para investi garerros do judiciário em nova série da Netflix
por Kreitlon Pereira colunavia@gmaail.com
Criado em dezembro de 2016, o Innocence Project Brasil é uma instituição sem fins lucrativos cujo objetivo é reverter erros judiciários no Brasil, através de assessoria jurídica gratuita. Esse é um tema especialmente relevante no país, que possui diversos casos de condenações equivocadas todos os anos. Inspirada nesse trabalho e com uma abordagem levemente parecida a de “How to Get Away With Murder”, uma premiada série americana de 6 temporadas, a Netflix está prestes a lançar “Habeas Corpus”, uma produção original da plataforma com estreia marcada para o dia 23 de setembro. Com um elenco de peso, Marjorie Estiano e Any Gabrielly (ex-integrante do grupo musical Now United) compõem a dupla protagonista.
Na série, Estiano vive Inez, uma respeitada professora de Direito da USP que abandonou os tribunais depois de um incidente traumático. Ainda como assistente da promotoria, a protagonista acredita ter ajudado a condenar uma pessoa inocente, um erro que pretende consertar agora como professora – mesmo que oito anos depois do julgamento. Por conta disso, ela monta um grupo de estudos com os seus alunos de direito para investigar o caso e identificar as falhas no processo. Dentre os estudantes está Marina (Gabrielly), uma aluna exemplar que esconde uma motivação pessoal para participar dessa investigação.
Enquanto o grupo de Inez tenta descobrir novas provas que mostrem que a condenação foi equivocada a fim de questionar o julgamento, Marina tentará encontrar o verdadeiro culpado e fazer justiça por aqueles que foram prejudicados. A cada descoberta do grupo, fica mais claro que as protagonistas não compartilham da mesma visão sobre o assunto, principalmente quando a linha tênue entre reparação e vingança começa a ser tensionada. Com uma história cativante e interpretações certeiras, “Habeas Corpus” promete abordar como as desigualdades do sistema judicial brasileiro contribuem para erros que podem destruir a vida de famílias inteiras.
