O ituveravense Paulo César Bettini, graduado pela Fafram (Faculdade Doutor Francisco Maeda) atua como consultor no Estado Mato Grosso. Ele é sócio proprietário da Bettini Consultoria Agrícola e conta com uma equipe de profissionais capacitados, atendendo uma área de 260 mil hectares nas culturas de soja, milho e algodão.
Desde o início do curso de Agronomia, intensificou nos estágios, se desdobrou nas pesquisas e estudos, chegando recém formado, porém preparado em uma das regiões mais promissoras até então no mercado Agro no Brasil.
Hoje, em Primavera do Leste, município que se tornou potência brasileira em Agricultura, ele continua desde quando tornou-se profissional. “A formação em Ituverava-SP / Fafram somado aos cinco anos de estágio no algodão, aceleraram o ingresso como profissional de mercado”, recorda.
Casado com Carolina Totti Bettini, tem os filhos Davi Totti Bettini, Ester Totti Bettini e Bento Totti Bettini. Ele é filho de Carlos Bettini (in memoriam) e Geralda Lino de Menezes Bettini. São seus irmãos Carlos Bettini Filho (Carlinhos), Dr. Gustavo Bettini e Renata Cristina Bettini.
Confira a entrevista:
Progresso: Há quanto tempo formou-se? Quais empresas e cidades já trabalhou e em quais áreas da Engenharia Agronômica?
Paulo Cesar Bettini: Iniciei a atividade me preparando no curso de Agronomia na Fafram e no estágio na cultura do algodão no ano de 1996, com a grata indicação do abençoado Giovani Cavalari, representante da Ciba Geigy, concorrendo a vaga de estágio não obrigatório no Grupo Mine, em Ituverava-SP.
O estágio foi um alicerce, comparado a uma residência profissionalizante, com a oportunidade de conhecer a propriedade agrícola, observar “as pessoas”, desde o tratorista ao cientista. O estágio no algodão safra, realizei durante todo o curso de agronomia.
Na entressafra no ano de 1999, informei da minha então orientadora professora Regina Eli, o anúncio do estágio na ANDEF, para participar de um projeto de descarte de embalagens, com treinamentos preparatórios para capacitar o homem do campo no manuseio de produtos fitossanitários.
Consegui a chance de fazer dois estágios por ano. Neste meio recebi o treinamento de “tecnologia de aplicação de produtos fitossanitários” ministrado pelo gênio Dr. Hamilton Ramos, pesquisador do IAC, tema que me orientou em estágio e no mestrado na Esalq/USP.
No período de estágio a Ciba Geigy passou a se chamar Novartis, depois a Syngenta, a qual fui selecionado para trabalhar como Assistente Técnico em Ituverava-SP no ano de 2001.
Em seguida atuei na área de pesquisa e desenvolvimento de mercado no estado de Mato Grosso, base em Primavera do Leste-MT, desde o final do ano de 2002 à 2009, finalizando a minha carreira em multinacional.
A partir desta data foi dado o início a uma nova jornada como consultor agrícola, especializado em algodão e tecnologia de aplicação. A nossa empresa Bettini Consultoria Agrícola e Terra Pesquisa e Treinamento Agrícola, atua em todo o cerrado brasileiro.
Progresso: Como está o mercado para o profissional da agronomia atualmente? Quais as áreas que estão mais “aquecidas”?
Bettini: O mercado para o profissional em agronomia está carente de bons profissionais, com formação de caráter, com capacidade para exercer a atividade. No cerrado, o profissional pode encontrar oportunidades em pesquisa, assistência técnica, vendas, relacionado às máquinas ou fitossanidade, podem se destaca se estiver disponível para mudar para as cidades de fronteira agrícola (locais de expansão territorial).
Progresso: O senhor está na área de cultivo de algodão, é graduado pela Fafram. Como a sua origem de Ituverava contribuiu para sua evolução profissional?
Bettini: A formação em Ituverava-SP / Fafram somado aos cinco anos de estágio no algodão, aceleraram o ingresso como profissional de mercado. No início da atividade como Agrônomo, frente a um produtor estava ciente de doses de fertilizantes, de regulador de crescimento no algodão, de pessoas orientadas utilizando máquinas entre outros fatores.
A base profissional aconteceu no período de faculdade + estágio, como já comentado, uma “residência”. O novo profissional, por falta de orientação e/ou dedicação chega ao mercado de trabalho com baixa carga horária de estágio, sem foco, sem entendimento da realidade da atividade a qual se formou, o processo de adaptação ao mercado profissional se torna lento, de menor eficiência.
Progresso: Como foi a adaptação no início e como se desenvolveu profissionalmente neste período, desde o início de sua carreira?
Bettini: A chegada no cerrado não foi tão fácil, poucas estradas pavimentas, muitas sem qualidade, faltavam pontes, acessos. Os pernoites em propriedades aceleraram o entendimento da realidade no estado, das distâncias, falta de comunicação (Obs.: Hoje o MT conta com uma malha rodoviária com cerca de 84 mil quilômetros, dos quais menos de 10 mil quilômetros são pavimentados).
As operações das fazendas estavam na mão de agricultores que desejavam muito o sucesso, isso me motivava. Na rotina de trabalho dividia o tempo entre atividades à campo e reuniões técnicas em São Paulo, podendo fazer uma interface, trazendo informações para o campo, levando dúvidas e afirmações para as reuniões técnicas.
Na sequência passei a realizar vários treinamentos de manejo das culturas de soja e algodão, de tecnologia de aplicação, logo como recompensa conheci grandes profissionais dos maiores grupos agrícolas do país.
Progresso: Fale sobre a região em que está trabalhando atualmente e o trabalho que desenvolve para qual empresa, propriedades, área de cobertura etc..
Bettini: Atualmente sou consultor no Mato Grosso, sócio proprietário da Bettini Consultoria Agrícola, conto com uma equipe de profissionais capacitados, atendemos uma área de 260 mil hectares nas culturas de soja, milho e algodão.
Para informação rápida contamos com a Terra Pesquisa e Treinamento Agrícola, sendo o nosso time de suporte em pesquisa e agricultura de precisão.
Progresso: Quais são seus próximos planos profissionais? Deixe um recado para os jovens que cursam ou pretendem cursar Agronomia.
Bettini: Acredito em Deus por nos dar a permissão de multiplicar, a responsabilidade de agrônomo em produzir alimentos de forma sustentável com a consciência de buscar a maior produtividade. Contudo, a minha esperança de formar grandes profissionais para dar continuidade na agricultura. Aos jovens, desejo sucesso, esforço, paixão pelo que faz e disponibilidade.
