Ituverava em Reminiscência #88

A família de Antônio Benedito Cruz

Família Cruz: Em pé Messias, Toninho, Carminha, Ana Paula e Isabel, e sentados “Marelim”, Sônia Maria e o garoto Rodrigo

Os pais de Antônio Benedito Cruz eram espanhóis e se chamavam Antônio Cruz e Isabel Rios Cruz. Eles chegaram ao Brasil em 1898, quando ambos tinham 22 anos e vieram com familiares e vários espanhóis das províncias de Granada e Málaga onde nasceram, respectivamente, ele filho de Manoel Cruz com Dolores Pietro; e ela filha de Francisco Rios e Maria Ortega.

Chegaram através do navio “Provence” e desembarcaram no Porto de Santos para depois se dirigirem à região de Ribeirão Preto, primeiramente em Serra Azul, onde casaram, e posteriormente para o município de Guará, onde se estabeleceram como agricultores e proprietários da Fazenda Água Fria. Tiveram os filhos Francisco, Belmira, Carmen, Emílio, Isabel e o mais novo, Antônio Benedito.

A família, posteriormente após vender a propriedade, se fixou na cidade de Ituverava, onde em 09 março de 1914 nasceu Antônio Benedito, o “Dito”, como foi chamado depois. Por sua conta, ele comemorava o aniversário em 10 de março, para coincidir com a data de fundação da cidade. Aos 14 anos aprendeu o ofício de sapateiro, através de seu cunhado Leonardo Cordaro, casado com sua irmã Carmen Cruz Cordaro.

Em 1935 foi convocado para prestar o Serviço Militar e sentou praça em Ponta Porã-MS, servindo na Cavalaria, tendo dado baixa em 1937. Em 1938 casou-se com Emília de Oliveira, nascida em Ituverava a 15 de novembro de 1911, filha de Manoel Camilo de Oliveira e de Emília Clara da Silveira. O casal se estabeleceu em Miguelópolis, onde nasceu seu primeiro filho, Antônio de Pádua, em janeiro de 1940. Depois foram para São Paulo. Após isso, foram para Lins, onde nasceu a segunda filha do casal, Carmen Cruz, em maio de 1942.

Voltaram para Ituverava, onde em janeiro de 1944 nasceu a terceira filha, Sônia Maria. Em 1945 foram para São Joaquim da Barra, onde ficaram até 1947 para se radicarem definitivamente em Ituverava. Em maio de 1951 nasceu o quarto filho do casal, Messias, e em janeiro de 1955 a última filha, Isabel Cristina Cruz.

O patriarca exerceu o ofício até 1965, quando foi admitido no Serviço Público Estadual junto à Casa da Lavoura de Ituverava, onde aposentou. Foi um trabalhador incansável, sempre bem-humorado, brincalhão e irreverente. Era muito popular, e quando jovem era frequentador dos salões de bilhar. Sempre que chegava anunciava aos presentes que vinha buscar seus “amarelinhos”, que era a cor das moedas que circulavam na época.

Assim, sempre que chegava, seus amigos diziam: “Chegou o homem dos amarelinhos”. Daí o apelido pelo qual ficou conhecido: Amarelinho ou somente “Marelim”. O apelido virou sobrenome, e muitos o chamavam de “Sr. Marelim”. Faleceu em Ituverava, aos 80 anos de idade.

Dona Emília foi sua companheira e parceira fiel. Mulher prendada e com uma força de trabalho descomunal. Batalhava com todo entusiasmo para encaminhar os filhos para uma vida melhor. Deixou exemplo a todos os filhos e netos. Faleceu em Ituverava, aos 74 anos.

Filhos e netos: Antônio de Pádua Cruz, advogado e empresário – casado com Maria Clemildes Galdeano Cruz, professora; tiveram três filhos: Antônio Eduardo, arquiteto e residente em Florianópolis-SC – pai de Antônio Eduardo. Ana Paula Galdeano Cruz, cientista social – casada com Ricardo Francisco Rios, residentes em São Paulo; pais de Thomas Francisco e Vinícius. E Natália Galdeano Cruz, administradora de empresas, solteira, residente em Florianópolis-SC. Carmen Cruz, diretora do Grupo Escolar “Antônio Josino de Andrade”, falecida solteira, aos 66 anos (em 2008). Sônia Maria Cruz Lamberti, professora aposentada – casada com Armando Lamberti, com os filhos: Flávia Cristina Cruz Lamberti Arraes, professora universitária casada com Virgílio Caixeta de Alencar Arraes, professor universitário e residentes em Brasília-DF. Netos: Ana Teresa e Virgílio Arthur, também residentes em Brasília-DF. E Armando Antônio Lamberti, engenheiro agrônomo, juntamente com sua esposa Carla Bombig Teles Franco, e os netos Mariana e João Paulo, residentes em Ituverava.

Messias de Oliveira Cruz, aposentado, falecido nesta cidade aos 66 anos, em 2017, deixando viúva Juçara Cavalin Benet Cruz, e o filho Rodrigo Benet Cruz, residentes em Ituverava. Isabel Cristina Cruz Pandolfi, diretora administrativa do Fórum, viúva de Walter de Souza Pandolfi, com quatro filhos. Antônio Eugênio Cruz Pandolfi, bancário, casado com Luciana Santos Bernardes Pandolfi, residentes em Ituverava. Raquel Cruz Pandolfi de Oliveira, enfermeira, casada com Érik da Silva Oliveira, residentes em São Paulo; Maria Cristina Cruz Pandolfi de Oliveira, servidora pública federal, casada com Heber Viana de Oliveira que também é servidor público federal e que têm o filho Joaquim, residentes em Brasília-DF. E Maria Eugênia Cruz Pandolfi, física médica, solteira, residente em São Paulo.