“Nada é o que parece ser”

Obra de Agatha Christi e com uma detetive feminina é a nova aposta da Netflix para o universo das histórias de investigação policial

por Kreitlon Pereira colunavia@gmail.com

Nascida em setembro de 1890, a escritora britânica Agatha Christie é uma das maiores referências da literatura policial, tendo publicado mais de sessenta livros do gênero. Com narrativas marcadas por mistérios complexos, pistas falsas e múltiplos suspeitos, a autora já teve várias de suas obras adaptadas (e readaptadas) para o cinema. O sucesso das histórias de Christie mostra que nunca é tarde para introduzir ao público um novo mistério, como é o caso da nova minissérie da Netflix “Os Sete Relógios de Agatha Christie”, baseado no livro “O Mistério dos Sete Relógios” (1929).

Com três episódios, a produção chega na plataforma de streaming no dia 15 de janeiro e é a primeira vez que essa obra ganha uma adaptação para o audiovisual. Sua história se passa em 1925, na Inglaterra e diferentemente dos livros mais populares da autora, o personagem principal não é um famoso e bigodudo detetive belga chamado Hercules Poirot. A história introduz o espectadora Lady ‘Bundle’ Brent (Mia McKenna-Bruce), uma jovem e curiosa aristocrata inglesa, que também protagoniza o romance “O Segredo de Chimneys”, publicado em 1925.

A trama da minissérie gira em torno de um grupo de amigos que passava as férias de verão em uma mansão. Um deles é Gerry Wade (Corey Mylchreest), conhecido por sempre acordar tarde. Um dia, seus amigos decidem fazer uma brincadeira e escondem oito despertadores em seu quarto. Porém, a brincadeira se transforma em tragédia quando Gerry é encontrado morto, no que parece ser uma overdose, com apenas sete dos oito relógios colocados em seu quarto. Como nada é o que parece ser nas histórias de Agatha Christie, a ausência de um dos despertadores leva Lady Bundle a iniciar uma perigosa investigação, que, na tentativa de revelar o verdadeiro assassino de Gerry, acaba esbarrando em uma misteriosa organização secreta.