“Família rachada”

Uma menina consegue fugir do cativeiro depois de anos sequestrada, mas a liberdade vem com seus desafios em nova série da Paramount+

por Kreitlon Pereira colunavia@gmail.com

Em seu primeiro livro, a roteirista e produtora de séries televisivas Hollie Overton apostou em um intenso thriller psicológico que conquistou a crítica especializada e o público com uma história comovente e repleta de nuances. Com o título original de “Baby Doll”, o livro foi um dos mais vendidos no Reino Unido, chegando a figurar na lista do Sunday Times Bestseller. Apesar do lançamento em junho de 2016, a história nunca foi adaptada para a televisão. Porém, em 2026, a trama de “Baby Doll” chega na plataforma de streaming da Paramount+ através da série original “Garota Sequestrada”.

A primeira temporada contará com seis episódios e possui estreia marcada para o dia 8 de janeiro. Ambientada em uma pequena cidade da Inglaterra, a trama gira em torno de uma família destruída pelo desaparecimento de uma das filhas, Lily (Tallulah Evans), aos 17 anos. Estudiosa, a menina sempre teve uma boa relação com a mãe, Eve (Jill Halfpenny), e a irmã gêmea, Abby (Delphi Evans). Por isso, quando ela não retorna para casa um dia, ambas sabem imediatamente que algo está errado e que Lily está em perigo.

Ao longo de oito anos, Lily é mantida em cativeiro pelo professor Rick Hansen (Alfie Allen), uma figura querida e respeitada pela comunidade local. Nesse período, a personagem sofre diversos abusos – físicos e psicológicos – enquanto  seu sequestrador mantém a postura de cidadão exemplar, enganando até mesmo a mãe de Lily, que decide procurá-lo na tentativa de racionalizar o desaparecimento da filha. Afinal, Eve e Abby nunca desistiram de encontrá-la, apesar das tentativas da mídia de retratá-la como uma adolescente rebelde em busca de independência. Um dia, Rick esquece de trancar as portas e Lily consegue escapar, reencontrando sua família. Porém, seu retorno será repleto de desafios, afinal, com o criminoso à solta, as personagens precisam enfrentar as cicatrizes emocionais deixadas pelo trauma e lutar por justiça.