Aconteceu na noite de terça-feira, dia 30 de setembro, no salão nobre do Campus Centro da Fundação Educacional, a palestra com o tema “Inteligência Artificial: A nova era que está transformando negócios, tecnologia e pessoas”. O evento foi promovido pelo curso de Sistemas de Informação da Fafram (Faculdade Doutor Francisco Maeda) em parceria com a ACII (Associação Comercial e Industrial de Ituverava).
A palestra foi ministrada por Samuel Balan, profissional de TI com mais de 20 anos de experiência em transformação digital, arquitetura corporativa e estratégia de dados, atuando em grandes empresas e projetos nos setores financeiro, industrial, varejo e de tecnologia.
Ele também é especialista em IA Generativa, agentes inteligentes, analytics e multcloud. Reconhecido pela liderança de times de alta performance em empresas como SAP, Itaú, Petrobras, Branco do Brasil, Bradesco, Nestlé, Coca-Cola e outros.
Destinada aos alunos da Faculdade e outras instituições, empresários e colaboradores, o palestrante destacou que o tema foi escolhido porque está em alta e tem transformado negócios, pessoas e tecnologia.
Estiveram presentes o coordenador do curso, Murilo Scapim, a diretora do campus Centro Professora Doutora Luciana Moreira Inácio, o diretor do Colégio Anglo Fernando Sarreta, o diretor executivo da Fundação Educacional de Ituverava, José Eduardo Mirandola Barbosa e o presidente da ACII, Gerson Fontebassi da Silva.
“Nosso foco é trazer aos alunos e os presentes tudo que tem acontecido no mercado, os altos volumes de investimentos financeiros pelas grandes e médias empresas e como isso tem transformado a velocidade dos negócios, o incremento de receitas e um pilar chamado pessoas que é um dos mais importantes quando se fala em IA”, afirmou o palestrante.
“Tocar na parte da ética e de pessoas no tocante em Inteligência Artificial no mundo em que a gente não encontra limites e a IA tem se encaixado, transformado as pessoas tanto no âmbito profissional quanto no âmbito pessoal”, ressalta.
“Agora temos várias possibilidades e o cuidado que temos que ter em relação às pessoas neste mundo novo pois tudo que é novo gera paradigmas e as vezes não estamos tão prontos assim quando se fala de pessoas para tocar no assunto IA”, observa.
“Quando falamos de negócios a grande dificuldade é mão de obra especializada no e quando colocamos uma lupa no pilar de pessoas especificamente a gente encontroa algumas dificuldades: o primeiro deles é conhecimento de tecnologia, segundo são limites – o que podemos englobar em direitos e ética – as pessoas acham que podem fazer de tudo a qualquer momento e não é bem por aí”, informa.
“Temos encontrado bastante dificuldade em conter o ímpeto das pessoas no uso de IA porque pode proporcionar para o bem, mas temos visto bastante coisas diferentes para o mal e tem modificado bastante”, declara.
“Outra coisa que as pessoas ainda não estão prontas dada a nossa característica cultural de um país novo é que a IA está criando muitas profissões se tornando um paradigma grande se olharmos pela faixa etária do brasileiro, quem está entrando no mercado agora já entra com a convicção de profissões que foram passadas ao longo das gerações e a IA tem proporcionado mudança radical em relação ao isso”, destaca o palestrante.
Para ele as dificuldades estão, portanto, em falta de conhecimento, dificuldade de absorver a ética e necessidade de absorver a mudança rápida. Ele ressalta que mesmo com a tecnologia em alta é necessário ser humano acima de tudo.
“Achamos que a IA substitui o ser o humano e vamos ver que não, tem que ser humano acima de tudo. Até mesmo porque a IA foi criada para seres humanos”, lembra.
Sobre ser obrigatório nas escolas, ele acredita que o tempo chegou. “Já são disciplinas obrigatórias em grandes empresas, departamentos inteiros estruturados com IA, alavancagem de negócios extremamente rápidas, lançamentos de produtos extremamente rápidos”, lembra.
“As grandes empresas principalmente no Brasil já não olham mais a IA com ripe e olha como realidade, e para as pessoas também, vamos seguir a mesma linha e as universidades terão que entrar neste conhecimento”, exorta.
“Hoje é muito fácil com EAD, a com IA é muito fácil de adquirir conhecimento mas via de regra temos o hábito de olhar a casca do ovo e ter um pouquinho de dificuldade de entender o que é a gema e clara e a IA é mais ou menos assim, nós vamos ver bastante a casca dela, mas vamos ter que ir ao fundo pois o conhecimento é o que interessa para o mercado”, frisa.
Ele, porém, não descarta o que chama de Pilar de ética das pessoas. “A IA pode ajudar muito alavancar os negócios, a indústria, o comércio e hoje vamos demonstrar modelos de negócios, vendas e proposição de vendas e falar bastante de ética até porque vamos criar soluções para facilitar o dia a dia das empresas e dos comércios, criar online e tentar fazer esta consciência de ética e disciplina das pessoas”, concluiu.