O Rotary Club de Ituverava comemora o retorno de duas jovens intercambistas que viveram experiências transformadoras no exterior entre agosto de 2024 e julho de 2025. Elas estiveram na reunião no clube na noite de quarta-feira, dia seis de agosto, quando foram recebidas pela presidente Jaqueline de Freitas Oliveira Matos e demais rotarianos.
Lara Freitas Oliveira, filha de Hamilton Oliveira Silva e Lisiany Freitas Santos Oliveira Silva, passou 11 meses em Taiwan, enquanto Maria Fernanda da Silva Rossato, filha de Edvaldo Leite Rossato e Valéria Amancio da Silva Rossato, viveu o mesmo período nos Estados Unidos, mais especificamente na cidade de Greene, no estado de Nova York.
O programa de intercâmbio promovido pelo Rotary tem como objetivo promover a paz e a compreensão entre diferentes culturas, oferecendo aos jovens a oportunidade de vivenciar novos contextos sociais e educacionais, além de fortalecer laços de amizade entre os países.
A seleção dos estudantes é feita de forma criteriosa, considerando perfil acadêmico, maturidade, interesse em conhecer novas culturas e envolvimento comunitário. Para a comunidade, a presença dos intercambistas representa uma troca cultural valiosa, que amplia horizonte se fortalece valores como respeito, empatia e cooperação.
A experiência em Taiwan
Lara Freitas Oliveira morou em Puli, uma cidade de aproximadamente 80 mil habitantes. Sua rotina era intensa: frequentava a escola diariamente das 8h às 17h, com aulas de culinária, artes, música, educação física, inglês e chinês, além de conviver com amigos e outros intercambistas. Nos finais de semana, costumava viajar para Taichung, uma cidade maior próxima.
Segundo ela, o maior aprendizado foi a responsabilidade e independência adquiridas vivendo longe da família. “Durante meu intercâmbio, aprendi a lidar com diversas situações por conta própria, tive mais liberdade e passei por desafios que me prepararam para o futuro”, conta.
Entre os maiores desafios, esteve o aprendizado do idioma chinês, um dos fatores que a motivou a escolher Taiwan. “Felizmente, enfrentei esse desafio com sucesso”, destacou. Lara também observou curiosidades culturais, como o fato de muitas escolas serem militares, com treinamentos para possíveis situações de guerra, além do hábito da população de jogar o lixo diretamente nos caminhões que passam tocando a música Für Elise, de Beethoven.
A experiência nos Estados Unidos
Maria Fernanda viveu em Greene, uma pequena cidade no estado de Nova York. Durante a semana, sua rotina era marcada pelas aulas e pela participação em clubes escolares, espaço que se tornou fundamental para sua integração. Nos momentos livres, passava tempo com a família anfitriã e amigos, participando de encontros e atividades típicas da comunidade local.
Para ela, o maior aprendizado foi o crescimento pessoal e a independência. “Aprendi a confiar mais nas minhas próprias decisões, lidar com a saudade e compreender melhor o valor das relações familiares e de amizade”, destacou. Outro ganho foi a fluência no inglês, aprimorada no convívio diário.
Os principais desafios foram a distância da família em datas especiais, como o Natal, além da adaptação à alimentação, bastante diferente da brasileira, marcada pelo consumo de fast food. No entanto, Maria Fernanda ressalta que cada dificuldade se transformou em oportunidade de amadurecimento.
Entre as curiosidades, ela destacou o papel central da escola na vida da comunidade, funcionando não apenas como espaço de aprendizado, mas também como local de esportes, eventos e celebrações.
Um aprendizado para toda a comunidade
O Rotary Club de Ituverava destaca que experiências como as vividas por Lara e Maria Fernanda fortalecem a visão de mundo das jovens e também da comunidade que as acolhe no retorno.
“O intercâmbio é uma oportunidade única de aprendizado e aproximação entre culturas. Representa um passo importante na construção de amizades e de um mundo mais unido e solidário”, ressalta a instituição.
