Fisioterapeuta fala sobre utilização da técnica do Taping

Dra. Vanessa Oliveira atende na área em Ituverava; ela possui Mestrado, Doutorado e Pós-doutorado

A Fisioterapeuta Doutora Vanessa Oliveira concedeu entrevista esta semana e falou sobre a utilização da técnica do Taping, área que se especializou após ter sido submetida à aplicação e ter obtido resultados positivos.

“Desde então, venho utilizando o taping como um recurso terapêutico valioso para melhorar o bem-estar das minhas pacientes. Especializei na técnica Linfotaping® o qual é patenteada”, ressalta.

Na profissão há 20 anos, formada no Centro Universitário de Santa Fé do Sul (UNIFUNEC), ela também possui Mestrado e Doutorado pela UNESP de Botucatu e Pós-doutorado pela UFSCar.

Ela fala sobre os benefícios do Taping para a Saúde da mulher em diferentes fases da vida, sempre que houve um objetivo terapêutico, como no pós-parto ou após cirurgias plásticas, entre outros tratamentos como disfunções pélvicas e também para bebês.

“Auxilia na redução de edemas, melhora da circulação, alívio de dores lombares e pélvicas, suporte abdominal, estímulo à postura e até na função muscular”, esclarece a profissional. Confira a entrevista na íntegra.

Progresso: Há quanto tempo a senhora é fisioterapeuta? Onde e quando se formou? Por que escolheu esta profissão?

Doutora Vanessa Oliveira: Há 20 anos, me formei no Centro Universitário de Santa Fé do Sul (UNIFUNEC). Escolhi a fisioterapia porque sempre tive o desejo de ajudar as pessoas a recuperarem sua qualidade de vida e autonomia e desde então, auxilio a promover bem-estar, acolhimento e funcionalidade para meus pacientes. A fisioterapia me proporciona a oportunidade de fazer a diferença na vida das pessoas de forma humanizada, respeitosa e transformadora.

Ao longo da minha formação, me identifiquei profundamente com a área da saúde pélvica, que é tão essencial e, muitas vezes, negligenciada.

Progresso: Onde e quando a senhora se especializou em Taping? Por que escolheu esta área? Fale sobre esta técnica?

Doutora Vanessa Oliveira: Sou natural de Ituverava, mas anteriormente já residi em Botacatu e São Carlos onde era pesquisadora.

Já realizei varias especializações e formações, dentre elas Mestrado e Doutorado pela UNESP de Botucatu e Pós-doutorado pela UFSCar, sempre buscando aprofundar meus conhecimentos em fisioterapia pélvica e reeducação uroginecologica.

Após minha primeira gestação, tive meu primeiro contato com a técnica de taping, alto que até então não conhecia bem. Durante meu segundo pós-operatório de cesárea, uma amiga de Ituverava fez a aplicação de taping em mim, e os resultados foram tão positivos que decidi me especializar na técnica.

Desde então, venho utilizando o taping como um recurso terapêutico valioso para melhorar o bem-estar das minhas pacientes. Especializei na técnica Linfotaping®, o qual é patenteada.

Progresso: Quando a mulher deve procurar o(a) profissional desta área e qual a importância desta técnica para a saúde da mulher e da criança?

Doutora Vanessa Oliveira: A mulher pdoe procurar um fisioterapeuta especializado em taping em diferentes fases da vida, sempre que houver um objetivo terapêutico claro.

O ideal é que essa busca ocorra quando o taping possa ser um recurso complementar dentro de um plano de tratamento individualizado.

Cito algumas situações em que isso é especialmente indicado: Durante a gestação, ni pós-parto (puerpério) e, outros momentos importantes: Recuperação de cirurgias ginecologicas ou uroginecológicas; Tratamento de disfunções pélvicas (com incontinência urinária, dor pélvica, constipação); Apoio no tratamento de cicarizes dolorosas ou aderidas e Reabilitação pós-lesões relacionadas à musculatura pélvica ou abdominal.

No pós-operatório de cirurgia plástica, o taping tem se consolidado como uma ferramenta terapêutica eficaz para acelerar a recuperação, minimizar complicações e melhorar o resultado estético. Seu uso é comum após cirurgias como lipoaspiração, abdominoplastia, mastopexia, mamoplastia de aumento ou redução, lifting facial, entre outras.

Para o bebê, o taping pode ser aplicado de forma segura e delicada, especialmente em casos de cólicas, refluxo ou dificuldades respiraórias, sempre por um profissional capacitado. A técnica é não invasiva, confortável e respeita o ritmo natural do corpo, tanto da mãe quanto da criança.

Progresso: Quais os benefícios do Taping para as gestantes?

Doutora Vanessa Oliveira: O taping é uma técnica terapêutica que, quando bem aplicada, oferece inúmeros benefícios para a mulher – especialmente no ciclo gravídico-puerperal. Ele auxilia na redução de edemas, melhora de circulação, alívio de dores lomabres e pélvicas, suporte abdominal, estímulo à postura e até na função muscular.

Progresso: Quais os benefícios do Taping no pós-parto?

Doutora Vanessa Oliveira: O taping no pós-parto é um recurso cada vez mais valorizado dentro da fisioterapia pélvica, especialmente por seus benefícios práticos e por ser uma técnica não invasiva.

Seguem alguns benefícios: Contenção das equimoses (roxos), Redução e controle do edema, apoio muscular e estabilidade da região abdominal, redução da dor no pós-operatório, auxílio na cicatrização e auxílio na cicatrização (inclusive de cesárea)

Progresso: Porque é importante procurar por profissional especialista na área?

Doutora Vanessa Oliveira: Para que o taping seja realmente eficaz e seguro, ele deve ser aplicado por um fisioterapeuta com formação em saúde da mulher e conhecimento específico sobre a técnica.

O profissional saberá avaliar se o taping é indicad no seu caso, definir o tipo de aplicação, a tensão o posicionamento e o tempo de uso adequado – sempre com foco terapêutico, pois cada faixa, cada direção, cada tensão tem um propósito específico.

Um profissional especializdo compreende a anatomia, a biomecânica e os objetivos clínicos da aplicação, garantindo que o tape: Seja realmente estético; Respeite a fase do corpo (pós-parto, gestação, reabilitação, etc); Não cause danos ou aplicações ineficazes e, seja integrado a um plano de tratamento global, com outros recursos fisioterapêuticos.

Além disso, no caso de gestantes, puérperas, beês e mulheres com condições específicas (como dor pélvica, incontinência ou cicatrizes), é fundamental que o profissional tenha formação e fisioterapia pélvica e conhecimento aprofundado em taping aplicado à saúde da mulher.

Lembre-se: o taping é um recurso terapêutico sério, e quando bem indicado e aplicado, pode fazer toda a diferença na recuperação e no bem-estar da paciente.

Progresso: A senhora atende na área de fisioterapia pélvica. Quando a mulher deve procurar por um profissional?

Doutora Vanessa Oliveira: A mulher pode (e deve) procurar o fisioterapeuta pélvico em todas as fases da vida – desde a adolescência até o climatério e além. Momentos especificos, como o período gestacional, o puerpério, a preparação de cirurgias ginecológicas ou uroginecológicas, e situações de dor pélvica, incontinência urinária, constipação, disfunções sexuais ou prolapsos são indicações importantes.

A fisioterapia atua de forma preventiva, educativa e reabilitadora, promovendo bem-estar, funcionalidade e qualidade de vida.

Progresso: Onde a senhora atente, fale sobre a clínica?

Doutora Vanessa Oliveira: Faço meus atendientos na Clínica São Jorge, localizada na rua Maria Liporaci, 316, no centro de Ituverava (SP), é uma unidade de saúde que oferece atendimentos em diversas especialidades medicas e terapêuticas.

Para agendamentos ou mais informações, o telefone de contato é (16) 98126-1665; @dra_vanessaoliveira