Projeto instalado na Fafram trata resíduos gerados na Agricultura

Em entrevista concedida ao Jornal O Progresso o gerente de inovações da Bayer, Evandro Dalabrida explicou o procedimento e o funcionamento de novo projeto já instalado na Fafram, por meio do novo NIT (Núcleo de Inovações Tecnológicas) e da parceria da multinacional com a Faculdade Doutor Francisco Maeda de Ituverava.

A proposta consiste em dar uma cadeia de custódia completa para o sistema de tratamento de forma ambientalmente correta de resíduos gerados na agricultura como lavagem de equipamentos, frascos que são destinados para o INPEV, resíduos e restos de produtos comerciais utilizados na lavoura, no dia a dia.

“Esses produtos normalmente são destinados para tratamento, incineração ou tratamento com carvão e outras técnicas que hoje existem no mercado e nossa ideia gerava um certo incômodo com relação ao resíduo e a exposição, pois na medida em que é necessário enviar este resíduo para o tratamento gera burocracia, gastos, uma exposição da imagem da empresa, transporte durante o manuseio e gera custo”, esclareceu em entrevista.

“Então por que não tornar isso de uma maneira sustentável? Toda cadeia de custódia, geração, destinação, tratamento dentro do site de uma maneira controlada. Então começamos a desenvolver com parceiros, técnicas de como a gente faria este tratamento dentro do site e chegamos a esta técnica de bioevaporação ou bioevaporativa, como é comumente chamado”, esclarece.

Uma estrutura com estufa e “piscinas” de tratamento de efluentes usa bactérias do meio, que sobrevivem e são existentes do meio, unindo-as para se proliferarem. “Durante o processo ela vai degradar produto químico que está contido naquele meio, gera calor e evapora água”, ressaltou o gerente de inovações da Bayer.

Dalabrida explicou que dentro deste processo completa-se a cadeia. “Se gera o resíduo, destina, armazena e trata dentro de sua unidade de uma maneira ecologicamente correta e com uma cadeia sobre o seu controle e garantindo a sustentabilidade, gerações futuras e um processo mais seguro e uma destinação para o químico também de uma forma sustentável sem degradar e sem denegrir de nenhuma forma a imagem”, enfatiza.

Este projeto já existe funcionando há praticamente três anos em Paulínia, onde já foram tratados mais 350 mil litros provenientes de lavagem, de laboratório, de processos agrícolas, e da Estação de Pesquisas.

A reprodução do projeto tem na Fafram sua primeira unidade fora do Centro de Pesquisa de Paulínia.

“A parceria surgiu do entendimento da própria faculdade através da Bayer que é parceira da Fafram e, já que a gente tem uma tecnologia sustentável no nosso meio porque não dividir e isso, se não custa caro, garante a parceria e gerações futuras e isso não tem custo, isso é meio ambiente e não tem discussão”, pontuou o gerente.

“Isso para a gente é muito importante e espero que venham outros. Paulínia foi o primeiro e agora na Fafram, temos 10 outros parceiros desenvolvendo este projeto também nas suas localidades”, informa.

A estrutura montada na Fafram, contudo, foi projetada para realizar o tratamento de todo resíduo gerado no processo de campo na agricultura, frascos, vidraria e equipamentos gerados no sítio da faculdade. Para o gerente, trata-se também de mais um diferencial na formação de profissionais da área de Agronomia.

“A Faculdade é formadora e está formando os futuros profissionais que estarão no mercado agrícola nos próximos anos já tendo uma consciência ambiental e de sustentabilidade vigente, pronta e com ideias novas: é o que a agente chama de pensar fora da casinha, ou seja, fazer o mesmo de uma forma diferente e sustentável”, observa o gerente.

Trazido pela Bayer, o projeto conta com todo Know How do projeto de Paulínia com a Moriah Ambiental que é parceiro da Bayer nestes projetos sustentáveis.

Economia

O projeto ainda tem a vertente de gerar economia para empresa, propriedades e instituições que adotar a nova técnica, um custo benefício imensurável se inserir na conta não somente as despesas que reduz consideravelmente, mas também com o meio ambiente e a própria saúde humana.

“A ideia é gerar sustentabilidade com economia a partir do momento que reduz a geração de resíduos ou transforma o seu processo em algo mais limpo e mais seguro, automaticamente gerando um processo seguro para a imagem com redução de custo”, informa o gerente de operações da região Centro Sul, Gilmar Esmerini.

“Essa é a forma da Bayer de ver as coisas, pois além de ser em uma faculdade, Paulínia tem portas abertas para visitação e outras instituições do Brasil poderão aprender com isso, pois é uma forma inteligente que estamos implantamos, um agricultor pode fazer na sua propriedade, podendo ser reproduzia em qualquer escala, proporcionando ao profissional formado na Fafram levar consigo o conhecimento e a experiência, além da consciência ambiental e implementar isso onde ele for”, acrescenta o líder de soluções Agronômicas América Latina Algodão, Soja e Enfermidades de plantas da Bayer do Brasil, Marco Antônio Guimarães.