A Vara do Trabalho de Ituverava doou para o Tiro de Guerra 02-058, quatro colchões novos para serem utilizados pelo órgão durante as guardas dos atiradores. Na semana anterior, a diretora de Secretaria da Vara do Trabalho de Ituverava, Eliana Aparecida Della Torre Rosa, representando o excelentíssimo Juiz Federal Titular da Vara do Trabalho de Ituverava, Dr. Renato César Trevisani, compareceu na sede do TG, onde foi recebida pelo instrutor Sargento Avalhaes.
A Vara do Trabalho de Ituverava, através do juiz federal titular Dr. Renato César Trevisani tem sido grande parceira das entidades e instituições do município, contribuindo sobremaneira com a comunidade principalmente neste momento de pandemia, que atinge todas as camadas da sociedade.
O TG foi contemplado pela segunda vez pela Vara Trabalho. Na primeira ocasião foram doadas câmeras de segurança, uma vez que o local necessita de vigilância constante mesmo quando não está no período de atividades militares.
Para explicar sobre mais esta nobre ação da Vara do Trabalho e seus colaboradores, o Jornal O Progresso entrevistou o juiz Trevisani. Confira as perguntas e respostas com o magistrado, que explica os motivos das doações ao TG, bem como a outras instituições. No final, ele deixa uma mensagem de otimismo e esperança à população.
Progresso: Qual a quantidade de colchões e o que motivou a doação?
Dr. Renato César Trevisani: A doação, tal como a pretensão feita, foi de quatro colchões de solteiro, registro, de boa qualidade. Em outra ocasião, já apoiamos o Tiro de Guerra local, com a instalação do sistema de monitoramento por câmeras (num total de oito) e, agora, em complemento, decidimos acolher o pedido do Sr. Instrutor do TG 02-058, efetivando a entrega destes 4 (quatro) colchões de solteiro, que serão utilizados pelos atiradores que fazem a guarda de todo o armamento de propriedade do Exército Brasileiro, pernoitando naquela unidade militar. Poucos sabem, mas Ituverava é uma cidade localizada numa região estratégica (sempre foi) e assim deve ser considerada. Enquanto a grande maioria da comunidade dorme, lá estão os atiradores cuidando de parte da nossa segurança nacional.
Progresso: O que representa para a VT e seus servidores poder contribuir com esta instituição?
Dr. Renato César Trevisani: Acredito que vale aqui a figura do dever cumprido. Temos destinado os valores resultantes de Ações Civis Públicas a instituições de interesse social como forma de uma reparação, mostrando a sociedade que o dano causado pode ser compensado e dessa forma cumprir o disposto na Lei de Ação Civil Pública, bem como dar efetividade máxima aos direitos fundamentais previstos na nossa Constituição Federal. Desta forma, a prioridade eleita por este Juízo, sempre foi no sentido de atender à sociedade local e regional com alimentos, remédios, próteses, órteses, fraldas, cobertores, produtos de limpeza e higiene, material de construção, melhorias nas instalações de saúde e de segurança, entre outros.
Buscamos apoiar as mais variadas iniciativas de entidades e de grupos de benfeitores que, voluntariamente, contribuem para suprir necessidades de pessoas carentes, cada vez mais crescentes, principalmente de alimentos e de itens de higiene, o que nos faz muito bem.
Quero registrar, por muito oportuno, aliás, como se vê nos pedidos que recebemos, muitos relatos que dão conta sobre uma diminuição de doações pelas pessoas e empresas da nossa comunidade. Doações que até então eram frequentes, sofreram considerável redução, o que resulta em consequências prejudiciais aos projetos. Óbvio que esta redução está justificada pelo momento que vivemos, em decorrência das dificuldades enfrentadas por todos, daí a nossa preocupação. Um outro detalhe está fundado no aumento, cada vez mais frequente, do custo dos alimentos, produtos de higiene e afins.
Progresso: A Vara do Trabalho de Ituverava tem sido parceira das instituições da cidade e região neste momento de pandemia. Qual mensagem o senhor pode deixar para a população de Ituverava?
Dr. Renato César Trevisani: Apesar de tudo o que estamos passando e observando, quero acreditar que vamos superar esta situação. Esta crise, esta pandemia que estamos vivenciando nos leva a questionar o nosso modo de viver e ter consciência do que e quem realmente importa. A espiritualidade deve superar a materialidade. Somos seres espirituais passando por uma experiência humana. Nada mais vai ser como era antes, na íntegra. Destarte, a importância da família, do amor ao próximo, da filantropia, da preocupação com o mais carente. Isto nos faz bem! A empatia consiste na habilidade de perceber o outro, de se preocupar com ele e de se colocar no lugar dele, sentindo suas necessidades, suas aflições, angústias e querer ajudar. Todos temos a obrigação de cooperar. É um mandamento cristão.
Sem união de forças, não haverá solução. A solidariedade e o comprometimento nos fortalece e nos aproxima, não há dúvidas que sairemos disso ainda mais fortes. “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.” – Fernando Birri, citado por Eduardo Galeano in ‘Las palavras andantes?’ de Eduardo Galeano, publicado por Siglo XXI, 1994.
Tiro de Guerra recebe e agradece doações de colchões
O Tiro de Guerra de Ituverava recebeu doação da Vara do Trabalho de Ituverava de quatro colchões de excelente qualidade, que contribuirão muito para os jovens atiradores nos dias em que estiverem em serviço de “guarda” no local. O Tiro de Guerra existe através de um Acordo de Cooperação entre o Exército e a Prefeitura Municipal, com o objetivo de formar Reservista de segunda categoria do Exército Brasileiro e contribuir para o civismo e a cidadania. Então surge a importância da comunidade contribuir e interagir para com o Tiro de Guerra, pois os jovens de hoje serão o futuro de amanhã.
As doações contribuem com as atividades do TG, visto que seus atiradores, além da proteção do patrimônio também realizam atividades sociais e apoio à população. Este ano, por exemplo, o Tiro de Guerra está apoiando na organização e na manutenção nas ordens das filas para a vacinação contra a COVID-19.
Normalmente são matriculados no TG de Ituverava: 50 (cinquenta) jovens. Porém este ano foram matriculados apenas 40 (quarenta) e as instruções estão sendo ministradas nas modalidades presencial e Ensino a Distância (EAD), com a turma dividida em dois pelotões.
Mesmo assim, várias atividades militares foram desenvolvidas este ano, como hinos e canções, ordem unida desarmada e armada, treinamento físico militar e a marcha a pé. Outras estão previstas para acontecer até o término do corrente ano de instrução, como acampamento, tiro e a recepção da visita de orientação técnica feita pelo Escalão Superior.