Na quarta-feira, dia nove de junho, Ituverava apresentava 3.952 casos confirmados de COVID-19 com 112 óbitos. Nesta conta, a taxa de letalidade pela doença era de 2,8%, enquanto recuperados em Ituverava são 3669, ou seja, 92,8%, dos casos confirmados para a doença. O restante, cerca de 5%, são pacientes ainda em tratamento, seja internados ou em domicílio, que não são considerados recuperados por não terem completados o tempo de doença concluído que é em torno de 14 dias e não podem serem considerados como curados, pois ainda podem desenvolver quadros graves.
O Brasil tinha na mesma data 17.122.877 casos positivos pela COVID-19, com 479.515 óbitos, ou seja, taxa de letalidade de 2,8%. Recuperados no Brasil são 15.596.816, ou seja, 91,08%.
A Santa Casa de Ituverava, do dia 1° de junho até quarta, nove de junho, concedeu alta para 25 pacientes na Ala COVID. Destes, 18 pacientes são da cidade de Ituverava, e o restante de cidades vizinhas. Analisando as taxas acima podemos tirar algumas conclusões:
1- A taxa de letalidade da doença na cidade de Ituverava é a mesma do país (Brasil) 2,8%, ou seja, a doença mantém uma porcentagem de casos que vão a óbito e que é, digamos, padrão em praticamente todo o país. 2- A taxa de recuperados da doença é praticamente a mesma quando se compara Ituverava com o restante do país. Em Ituverava, a taxa de recuperados está em 92,8% e no Brasil 91,08%, então novamente percebemos um padrão de pacientes recuperados da doença que gira em torno de 90% para o nosso país.
“Os recuperados da doença são pacientes com casos leves da doença em torno de 80% e o restante dos recuperados são casos moderados ou graves que estiveram em tratamento em ambiente hospitalar, enfermaria e/ou UTI”, informa o médico Dr. Gonçalves Dias, do corpo Clínico da Santa Casa e da Secretaria Municipal de Saúde.
“Queremos salientar que a maioria dos casos serão leves e vão se recuperar da doença, mas uma pequena porcentagem de casos vai evoluir com doença grave e precisar de internação em UTI, com intubação, ventilação mecânica etc”, alerta o médico.
Segundo Gonçalves, porém, esses casos graves podem ter duas evoluções: Recuperação ou óbito. “E nós não sabemos com exatidão quais casos vão evoluir para gravidade. Porém, três sinais são um alerta: 1- Febre alta (acima de 38 graus); 2- Falta de ar e/ou cansaço; 3- Saturação de oxigênio menor que 93%”, informa o médico. “Se isso acontece, o paciente deve procurar um hospital ou Centro de Atendimento para COVID-19, pois temos percebido que alguns pacientes ficam fazendo tratamento em casa e não se atentam para os sinais descritos acima. Assim, quando procuram atendimento, seu quadro clínico está muito grave”, esclarece Gonçalves.
Ele ainda conclui que é necessário estar alerta aos sintomas e iniciar o tratamento o mais rápido possível, além do isolamento para não transmitir para pessoas do grupo de risco e demais medidas de prevenção, principalmente estar atentos para não perder a imunização através das vacinas.
“Resumindo: A COVID- 19 está entre nós. Vamos ter que conviver com essa doença por um bom tempo. Algumas pessoas podem evoluir com a forma grave da doença e até a óbito. Então, vamos seguir as medidas que pede a Vigilância Sanitária; e tomar a vacina quando for a sua vez, prevenindo de todas as formas para não adquirir a doença”, finaliza o médico.