Ituverava em Reminiscência #59

Ituverava, o que comemoramos no 10 de março?

A emancipação política e administrativa, ou seja, a independência de distrito de Franca do Imperador para município

Dizem que Ituverava é uma cidade com dois aniversários. Realmente, o que comemoramos nesta quarta-feira, dia 10 de março é a nossa emancipação política e administrativa. Já 16 de julho, coincidindo com o Dia da Padroeira Nossa Senhora do Carmo refere-se à fundação do então lugarejo.

Neste período, fomos Vila, Arraial, Freguesia, “Distrito de Paz do Carmo da Franca do Imperador”, entre outros. Importante é que hoje estamos de pé como uma cidade que já superou diversas fases e continuará superando as dificuldades como todas as outras. Mesmo assim, sendo a melhor cidade do mundo, pois é onde vivermos e temos que ter orgulho de nossa terra e amor aos nossos irmãos-cidadãos e reconhecimento por todos que fizeram e contribuíram para o seu desenvolvimento nestas várias fases ocorridas, desde o café, cereais, algodão e agora na Educação e Saúde. Então vamos ao que interessa:

Foi em 1810 que Fabiano Alves de Freitas, destemido sertanejo atraído pela uberdade destas regiões, desviou-se do caminho da Vila de Nossa Senhora da Franca do Imperador, vindo a estacionar junto ao Rio do Carmo. A beleza da cascata o fascinou. Imediatamente iniciou a derrubada das matas, a formação de pastagens e o amanho da terra. Esta lhe recompensou à farta o labor. A fé entranhada do desbravador lhe insinuou que erigisse uma capela, o que fez a uns seiscentos metros a oeste da cachoeira. Dedicou-a a Nossa Senhora do Carmo. Deu-se o fato em 1815, marco inicial da história de Ituverava, ou seja, sua fundação.

As festividades religiosas congregavam, na capela, aos poucos, sertanejos da região. Ao redor da capela se levantaram as primeiras casinhas rústicas. O casario do arraial se alastrou rapidamente com a ocorrência de forasteiros de todas as regiões, que eram atraídos pela fertilidade do solo e notícia de grandes riquezas. O povoado foi elevado à categoria de distrito – Distrito da Paz de Nossa Senhora do Carmo da Franca do Imperador por força da lei provincial n° 09 de 18 de fevereiro de 1847. A capela passou então à freguesia do município de Franca.

Dia 06 de maio de 1851 foi criada a primeira escola que logo seria auxiliada por outras na alfabetização do povoado crescente. A Lei provincial n° 24 de 10 de março de 1885 criou o município com a denominação de Carmo da Franca e território desmembrado do de Franca, portanto, sua emancipação politica e administrativa, como se fosse a independência deixando de ser distrito de Franca para ser município.

Nesse ano, as comemorações da Independência Brasileira tiveram dupla significação na localidade: enalteceram patrioticamente as glórias do grito do Ipiranga e também consagraram aquele sete de setembro local com a instalação oficial do governo do município. Por força do decreto n° 83, de 05 de setembro de 1890, passou o município para sede de comarca. Já antes do advento da República, se cogitava a mudança do nome de Carmo da Franca para Carmo da Cascata. Um projeto chegou até o Senado. Convertido em Lei estadual n° 664, de 6 de setembro de 1899, sancionada e assinada pelo então presidente do Estado, Coronel Fernando Prestes de Albuquerque, a comarca tomou nome de Ituverava.

O legislador tendo conhecimento da magnificência do quadro que a cascata oferece, desejou maior concisão e propriedade formando o vocábulo Ituverava de dois elementos de origem tupi-guarani podendo ser traduzido como Salto Belo, Queda Brilhante. Ituverava era cidade desde 1885.

No Largo do Carmo, onde hoje se encontra o Tiro de Guerra e foi a primeira igreja do município. Hoje descaracterizada, embora a segunda permanece intacta no Largo do Rosário. Via-se a igrejinha ladeada de coqueiros e, à direita, o prédio da cadeia pública em que funcionava ainda o Fórum e a Câmara.

Algumas fotos que rementem ao passado e à história de Ituverava