O município de Ituverava também aderiu ao protesto contra o aumento na tarifa de ICMS no Estado de São Paulo. O movimento na cidade foi organizado pelo Sindicato Rural de Ituverava na quinta-feira, dia 07 de janeiro. O Tratoraço foi confirmado por 114 sindicatos municípios paulistas, sendo que alguns abrangem mais de uma cidade, totalizando mais de 200 localidades em conjunto no movimento.
Conforme explicou o presidente Guilherme Ribeiro Rocha Chavaglia, em Ituverava foram realizados dois blocos, um com tratores estacionados na Praça Dez de Março, com faixas e outro nas margens do quilômetro 412 da Rodovia Anhanguera, onde permaneceram também mensagens contra a medida do governo do estadual.
Ambos os movimentos foram pacíficos e não atrapalharam o trânsito e nem gerou transtorno, visto que as máquinas permaneceram estacionadas expondo as faixas de protesto, conseguindo atingir os objetivos. “A intensão é mostrar para a população que esta medida de aumento de imposto atinge os segmentos da cadeia produtiva e prejudica todos, por isso montamos uma frente na rodovia e deixamos um grupo de tratores no Centro da cidade”, afirmou Guilherme.
“A medida do governo vai encarecer os produtos na prateleira para o consumidor final e inviabilizar setores produtivos, por isso pedimos apoio e agradecemos a toda população que está do nosso lado”, lembrou o presidente do sindicato local.
O objetivo do manifesto foi solicitar a revogação da lei 17.293 e dos decretos (65.252 ao 65.255), que alteraram o regulamento da cobrança de ICMS no Estado de São Paulo.
Nesta quarta-feira, 6, o governo estadual anunciou a suspensão da taxa para os insumos agrícolas. Mas, segundo o presidente da Aprosoja-SP, Gustavo Ribeiro Rocha Chavagila, não foi sufi ciente para barrar o movimento. “Para nós o que interessa é a revogação do aumento dos impostos de todas as cadeias produtivas, pois uma medida é suspender e outra é revogar, então a lei ainda permanece, só acreditamos a hora que tiver publicada no Diário Oficial a lei que permite a retirada de isenção de impostos e taxas sobre a base de cálculo”, afirmou Gustavo.
“Observo que o tratoraço mantido, mostrou que a força do agro tem que ser posta à mesa, pois os deputados precisam saber da força do segmento e da determinação que trabalhamos aqui, esta é a posição do movimento mais de 200 cidades que aderiram ao movimento”, frisou Gustavo.
