Vittia anuncia crescimento na área de adubos organominerais

O Grupo Vittia, administrado pela família ituveravense Romanini e atuante nos segmentos de inoculantes, biodefensivos e fertilizantes especiais, reforçou sua presença na área de adubos organominerais com a aquisição da Vitória Fertilizantes, de Patos de Minas (MG), por valor não revelado.

Calçada na produção de adubos a partir de resíduos da produção de bovinos de corte e leite, a empresa mineira produz 10 mil toneladas e fertilizantes por mês e tem 82 funcionários. om presença em Minas Gerais e no norte de São Paulo, atua nas culturas de café e hortifrútis.

José Roberto Pereira de Castro, diretor de Marketing do Vittia, afirma que, com a aquisição, o grupo vai dobrar sua capacidade produtiva no setor de organominerais e também ampliará a fatia de sua receita proveniente dos “fertilizantes especiais” (fora do complexo nitrogênio, fósforo e potássio).

O setor respondeu por quase 80% do que o Grupo Vittia gerou de receita em 2019, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo). A entrada no ramo foi em 2014, quando houve a aquisição da paulista Samaritá, de fertilizantes para citricultura e hortifrútis.

A união das empresas Samaritá (fertilizantes especiais), Granorte (micronutrientes) e Bio Soja (inoculantes e organominerais) formou o Grupo Vittia. A ele, agora, ainda devem ser integradas a Biovalens (controle biológico) e a Vitória Fertilizantes. No processo, o Fundo Brasil Sustentabilidade, que detém 29,5% da Biovalens, passará a contar com uma fatia, ainda não definida, do Grupo Vittia, que tem 70,5% das ações da empresa de biológicos.

Castro explica que a aposta na Vitória Fertilizantes se deu pelo foco no aproveitamento de resíduos. “Da mesma forma que é vigiado pelo que faz com suas florestas, o Brasil será vigiado pelo que faz com os resíduos da sua produção animal”, diz, defendendo que se planeje o retorno dos dejetos produtivos para os próprios sistemas de produção, com a devida segurança sanitária.

“Nós já tínhamos um vasto conhecimento em microbiologia que vai se somar ao da equipe de análises da Vitória”, afirma. Segundo ele, o objetivo é, ao controlar a multiplicação de microrganismos nos dejetos, aumentar ainda mais sua qualidade como adubo para o solo.

Nessa e em outras frentes, o Grupo Vittia investe pesado em pesquisa por ano. Nos primeiros oito meses de 2020, o Grupo Vittia obteve crescimento de 13,5% em relação ao mesmo período de 2019. Avesso a projeções, Castro diz apenas que, para o segundo semestre, é esperado um “volume de comercialização importante” de insumos, fruto da sazonalidade do mercado – centrado, como o Vittia, na safra de verão de soja.

Fonte: Agronegócios | Valor Econômico