Um trabalho da Polícia Militar com auxílio da Central de Monitoramento de Câmeras recém-implantadas no Centro da cidade resultou na terça-feira, dia primeiro de setembro, na detenção de um homem de 43 anos e uma mulher, 42, acusados de praticar estelionatos contra pessoas de Ituverava.
O casal estava sendo monitorado por ter cometido crime contra duas vítimas. Os dois suspeitos são moradores de Uberaba-MG e teriam aplicado o golpe do cartão de crédito em datas anteriores em pelo menos dois idosos correntistas da Caixa de Ituverava.
No momento em que foram abordados pelos policiais, o rapaz CDS estava na calçada em frente à Caixa Federal enquanto que a mulher CSF foi detida no interior da agência. Conforme informações, eles estavam se preparando para aplicar mais golpes na cidade.
Durante revista pessoal, foi encontrado com o rapaz R$ 266 em dinheiro e dois celulares, um envelope de depósito com anotações de possíveis números de senhas e letras. Já com a mulher, foram apreendidos inicialmente um aparelho celular e R$ 70 em dinheiro. Ela também tinha uma caneta com logotipo da Caixa Federal, um crachá semelhante aos usados pelos funcionários do banco e um envelope com números e letras e possivelmente senha e chave de segurança de alguma conta bancária, além da chave de um veículo da marca Honda.
Em conversa inicial, ambos negaram as práticas criminosas, contudo ficaram confusos aos serem questionados sobre o motivo de estarem em Ituverava. Após diálogo com a mulher e localização do veículo que estavam, a mulher passou a colaborar com o trabalho policial. Ela mesmo retirou de seu sutiã vários cartões bancários com nomes e bancos diferentes, entre eles foi reconhecido o nome de uma das vítimas recentes de Ituverava.
Diante dos objetos apreendidos e como ficou mais evidente a suposta autoria, a mulher confessou os crimes de estelionato não somente em Ituverava como em outras cidades da região.
No veículo utilizado pelo casal (Honda City de Uberaba-MG) foram localizadas dezenas de cartões de vários correntistas e agências diferentes, bem como um aparelho celular e a quantia em dinheiro de R$ 2.067,00.
Foram apreendidos ainda peças de roupas, as quais a mulher trocava logo após os golpes para que não fosse reconhecida pelas vítimas, e outro aparelho celular. Os suspeitos foram encaminhados à delegacia onde foi registrada a ocorrência de Estelionato. Os objetos também permaneceram apreendidos.
Com a presença de um advogado, os acusados foram orientados e usaram o direito de permaneceram em silêncio. Como não foram presos em flagrante, os dois responderão pelo crime em liberdade. Entretanto, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos e encaminhamento para a Justiça.
Portanto, é importante que se mais pessoas, caso tenham sido vítimas, que registrem boletins de ocorrências. A Polícia também orienta todos tomar cuidado com dados bancários, não fornecer informações de contas para pessoas estranhas, solicitar ajuda somente de funcionários das agências, bem como acionar as Polícias Militar (190) ou Civil (197) sempre que observarem pessoas com atitudes suspeitas.
Modo de Operação
Conforme explicação da Polícia Militar, o “Modus Operandi” usado pela dupla era, enquanto um captava os dados dos correntistas da Caixa, seja “auxiliando” ou prestando atenção, enquanto a pessoa operava o terminal eletrônico.
Quando o cliente do banco deixava a agência, a mulher se dirigia à vítima, abordava e se passava por funcionária do banco, alegava que a pessoa tinha deixado o estabelecimento com cartão trocado por engano, de outra pessoa. A mulher se apresentava com crachá da Caixa, se identificava como bancária e oferecia outro cartão à vítima, que entregava. Como o comparsa já tinha anotado a senha com números e a chave de letras, ficava fácil fazer transações.
Por não serem permitidos saques de quantias de altos valores eles optavam por fazer transferências para contas em outras localidades, onde possivelmente outros comparsas faziam os saques. Para não comprometer, os operadores não ficavam com quantidades vultuosas de dinheiro, vez que os saques são feitos em outras agências. Para se ter uma ideia, as duas vítimas de Ituverava tiveram prejuízos de R$ 8 e R$ 12 mil.