Na semana de 10 a 15 de agosto, o setor de Vigilância em Saúde realizou a Semana de Prevenção da Leishmaniose Visceral no município. A ação foi coordenada pelo Diretora de Vigilância em Saúde Elaine Nikaido Ney e pela Profissional de Informação, Educação e Comunicação Jéssica Cristina Caretta Teixeira.
Entenda a doença
A Leishmaniose Visceral (LV) é uma zoonose, é causada por um protozoário da espécie Leishmania chagasi, que é transmitido através da picada de fêmeas do inseto infectado. No Brasil, o principal vetor do protozoário é o Lutzomyia longipalpis, conhecido popularmente como “mosquito-palha” ou “birigui”.
O “mosquito-palha” é um inseto pequeno e de cor clara, que vive preferencialmente em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de matéria orgânica. A doença não é contagiosa, ou seja, não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra ou pelo cão, a transmissão é feita pelo mosquito ao sugar o sangue de uma pessoa ou animal infectado, transmitindo o protozoário para outros indivíduos através da picada.
Na área urbana, o cão afetado pelo protozoário é a principal fonte de infecção para o mosquito, devido a sua proximidade com o ser humano. No animal, os principais sinais da doença são: emagrecimento e desnutrição, queda de pelos, crescimento exagerado das unhas e lesões na pele. Já no ser humano, são observados: emagrecimento, febre de longa duração, fraqueza palidez, inchaço do baço e/ou fígado, entre outros. A doença, se não tratada corretamente, pode levar o indivíduo à morte.
Mesmo sendo uma doença grave, a Leishmaniose Visceral possui tratamento gratuito em humanos, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
A prevenção é essencial, sendo fundamental o apoio da população para o combate da doença, principalmente em ações de higiene ambiental, como a limpeza dos quintais; retirando matéria orgânica em decomposição que favoreçam a umidade do solo (fezes de animais, folhas, frutos, entre outros); e armazenar de forma adequada o lixo orgânico, dando ao mesmo uma destinação correta; e higienização dos abrigos de animais domésticos.
Algumas outras medidas também são essenciais, principalmente em áreas com grande número de casos, como: uso de inseticidas e repelentes; e colocar telas nas janelas. Os cuidados com os cães são de extrema importância para a prevenção e controle da Leishmaniose Visceral, adotando ações de precaução como: uso coleira ou outros produtos repelentes específicos para cães; limpeza e higiene periódica do abrigo ou canil; não permitir que os animais fiquem soltos na rua e evitar passeios nos horários onde o mosquito costuma estar em atividade (final da tarde e início da noite), evitando que o animal se torne um portador do protozoário.