Jovem escritor ituveravense lança seu 20º livro

O jovem escritor ituveravense Guilherme Cavallari Bueno, de 22 anos, lançou, sábado, dia 08 de agosto, às 15 horas, seu 20º livro com título “Larissa das Neves e os objetos da reversão”. Ele informa que trata-se do terceiro da série de suspense e terror “Larissa das Neves”, que terá quatro livros no total.

Estudante de Engenharia Civil da Universidade Federal de Uberlândia, ele usa o pseudônimo “Sô Dico” como escritor desde a publicação de seu segundo livro, o conto “O momento de Gabriel Braga”, em 2015.

No sábado, dia primeiro de agosto, de forma remota, ele lançou cinco livros de sua autoria: “Luan e o móvel estranho”, “Luan e o contador”, “Luan e o gato Biluco”, estes três da série “Luan”, “O Touro Tudo Todo” e “Escala cronática”.

Confira entrevista concedia pelo escritor ao Jornal O Progresso.

Sobre o lançamento anterior – Fazendo uma consideração sobre o lançamento passado, eu só tenho a agradecer a todos que participaram inclusive o Jornal O Progresso pela divulgação, mais uma vez. Digo que foi um sucesso, o procedimento deu bastante certo. Os livros foram bem acolhidos pelo público, apareceram algumas pessoas a mais, interessadas em participar do grupo. Eu pude fazer a divulgação dos meus livros tranquilamente.

Sobre o lançamento da nova obra – Agora falando sobre este lançamento, que será igual ao anterior e ocorrerá no mesmo grupo de WhatsApp: será um evento on-line devido às limitações impostas pela pandemia.

Dessa vez, será lançado somente um livro, que será “Larissa das Neves e os objetos da reversão”, e o lançamento foi marcado no mesmo horário do lançamento anterior, às 15:30h. Nesse lançamento, o público não é infantil e sim infantojuvenil, um público mais adulto a quem essa série se destina. E agora, nesse momento, passo a ter 20 livros publicados contando este lançamento.

Sobre o novo livro – Falando um pouco do livro “Larissa das Neves e os objetos da reversão”: é o terceiro da série, pertence ao gênero suspense com pitadas de terror. É a continuação dos dois livros que vieram antes e que contam a história de um caso criminal que acontece em um distrito imaginário da cidade de Ituverava, que se chama Distrito de Bonfim.

Nesse caso criminal, ocorre alguns fatos curiosos que envolvem magia, na verdade, pessoas que são bruxas. A detetive que é chamada para investigar, que é a Larissa das Neves, é uma mulher negra, diferente da maioria dos personagens clássicos da Literatura nessa área de investigação criminal como Sherlock Holmes etc. Coloquei ela por questões de representatividade mesmo, tanto da mulher como de pessoas negras que tanto carecem de representatividade inclusive Literatura.

Nessa história, por envolver magia, a Larissa, que não é bruxa, pede ajuda a pessoas que são próximas dela e que são bruxas. Então, essas pessoas fornecem a ela algumas informações do mundo bruxo, que vão ajudando-a na investigação, aliadas à inteligência e capacidade da Larissa para resolver esse caso passo a passo. No período em que ela tenta resolver o caso, ela recebe ameaças, entre outras coisas, e são momentos muito tensos. A série como um todo terá quatro livros. Esse é o terceiro, o quarto já está escrito, porém vou esperar um pouco para lançar, a fim de conservar no público essa sensação de suspense. Como é uma série que trabalha o suspense e o terror, se lançar de uma vez acabará perdendo a graça.

Uma curiosidade sobre a série “Larissa das Neves” é que a Larissa está sempre acompanhada de um cachorro, que é um Pastor Alemão chamado Vulcão. Na casa da minha avó materna, há muito tempo quando eu nem era nascido, tinha um cachorro com esse nome, então esse personagem é inspirado nele. Além disso, a casa onde a Larissa das Neves fica hospedada aqui em Ituverava na história, é a casa onde viveu a minha avó materna.

Dedicatória – Agora, uma curiosidade específica sobre o livro “Larissa das Neves e os objetos da reversão”: esse livro foi escrito durante uma época complicada da minha vida, que foi após o falecimento da minha avó paterna. Então, dedico este livro à minha avó paterna, Nilda Bernardes Bueno (in memoriam), que tanto “amou de paixão” seus familiares e seus amigos e que, assim como eu, também temia os cães similares àquele de aparência ameaçadora presente nesta série. Foi feito por ela o quadro constante na capa, e é dela o apito, o qual também ilustra o livro, e que ela tivera ganhado de seu pai aos 10 anos de idade.

Motivação – Para falar do sentimento que tenho com esse lançamento, é bastante positivo e até nostálgico. Parte é devido àquilo que já falei no lançamento passado: eu consegui me reinventar para poder fazer uma forma das pessoas terem acesso aos meus livros. Principalmente por ser uma época em que não podemos nos reunir como nos lançamentos tradicionais, com noite de autógrafos etc. Então tive que me reinventar e lançar remotamente. E tem dado certo. Esse livro tem uma carga emocional para mim, por causa das homenagens às minhas duas avós. Fico feliz por poder compartilhar isso com meu público e fico feliz que o público tenha se interessado pela série e consiga ver uma mulher negra como protagonista.

Acho que é um ato de persistência, comum em vários artistas, e que temos nos reinventado durante a pandemia. Meu grupo no WhatsApp conta com cerca de 60 pessoas, cresceu um pouco em relação à semana passada. Isso tudo é fruto de muita dedicação, empenho e persistência, e que têm dado muito resultado, então fico muito feliz.

Também me sinto bem pela marca de 20 livros. Quando eu era criança e estudava no Anglo, teve uma época em que autores de livros infantis eram convidados para dar palestras para as crianças, e eu fui em algumas. Recordo que quando os autores eram apresentados, a diretora falava que o autor tinha X livros publicados, ou “mais de 20 livros publicados”, e isso me inspira muito, já que desde criança isso tudo foi me inspirando e estou muito feliz de alcançar a marca de 20 livros publicados.  

Lançamento – Nesse lançamento, assim como no anterior e como tem muita gente que está no grupo e que não vem acompanhando a série da “Larissa das Neves”, vou disponibilizar um material no grupo para as pessoas que não estão a par ainda poderem acompanhar e compreenderem esse terceiro livro da série que será lançado.

“Sô Dico” fala em futuras obras

Para quem admira um jovem de 22 anos, estudante de Engenharia, ser autor de 20 livros, Guilherme Cavallari Bueno “Sô Dico”, já fala em suas futuras obras e desta vez o gêneros escolhidos são humor e um trabalho cientifico. Confira alguns detalhes:

“Na quarentena, redigi um livro de humor, tenho seguido com capítulos ordinários (aos domingos) e extraordinários (em outros dias da semana) do folhetim do palhaço Estrelinha, estou trabalhando no momento em mais um livro infantil e ainda pretendo iniciar outro projeto para o público das crianças em breve”.

“Tenho trabalhado também com artigos científicos, sendo três para a Engenharia Civil, minha área de estudo, e um escrito junto à minha amiga ituveravense Ana Paula Viaro, que cursa Medicina na Unaerp, em Ribeirão, e junto a um dos professores da referida universidade, o docente Íris Rossin, de Infectologia. Nós desenvolvemos um método de cálculo para a análise em tempo real da situação da pandemia da COVID-19. O artigo será publicado em breve na Revista Científica Integrada da Unaerp Guarujá, um periódico eletrônico. Minha prima Laura Bueno Motta e eu chegamos a gravar um vídeo em que eu explico de forma simples e básica o conteúdo do artigo. Pretendemos lançar este vídeo em breve através do grupo do WhatsApp já citado nesta entrevista”.

Escritor dedica matéria a autor de ilustrações

“Eu, Sô Dico, dedico parte desta matéria jornalística a divulgar o trabalho de Paulo Henrique da Silva Cearense que, aos 11 anos, prestou-me um excelente auxílio com a ilustração das capas de meus últimos cinco livros publicados. Além de trabalhar com ilustrações, ele também se dedica à modelagem de bonecos de biscuit, tendo confeccionado meus personagens com o uso da massa.”

Guilherme é filho do casal Mauro Bernardes Bueno e Joana Cavallari Bueno.

Agradecimento ao Jornal:

Sou-lhe grato ao Jornal O Progresso que, com muita competência, tem me ajudado a tornar meu trabalho mais próximo do público.