
Cooperativa de Consumo Popular de Ituverava
Apresentou em sua história duas partes: A primeira foi no prédio de funcionamento da “Cooperativa inicial” e a segunda a “Cooperativa nova”. O prédio inicial funcionou na esquina da Praça X de Março, onde hoje localiza o Restaurante Aritana e a Cooperativa em sua nova casa na Rua Coronel José Nunes da Silva, onde hoje é uma loja de comercialização de bicicletas.
As lembranças são inúmeras e cheias de saudades, pois antigamente tudo era mais intenso, mais puro, mais sincero. As pessoas eram mais respeitosas, mais amigas e os associados formavam uma família unida em torno de um objetivo: o sucesso da sua cooperatividade.
Pessoas ilustres da cidade e também outras pessoas constituíam a sociedade. Os funcionários trabalhavam em união, sem jamais ser registrado incidente de discórdia. Lembramos com saudades de alguns dos funcionários como João de Paula Silveira, Hélvio de Paula (Nego), que foi um exemplar jogador de futebol honrando a camisa da A. A. Ituveravense, João Landim, Oswaldo mais conhecido como Careca, Moacir antigo goleiro da A. A. Ituveravense que tinha o apelido de Marta Rocha. Durval Dias de Oliveira, Moacir Pistori, Guerino Francelin, André Luís dos Santos, Alan Kardec dos Santos, José Carlos dos Santos e Geraldo Pistori.
Temos muitas recordações da época, as crianças brincavam nas pilhas de sacas de açúcar, para o desespero do senhor o Raul. Fim de ano era tempo de balanço anual comandado pelo casal senhor Raul e dona Odete. A diretoria que se renovava anualmente ou a cada dois anos e os funcionários trabalhavam até altas horas da noite.
Enquanto os diretores da Cooperativa e meu pai Raul trabalhavam, eu e os meus primos e alguns amigos brincávamos, Carlos Salvino, Paulo Salvino, Maria Aparecida Krabenbul, já falecidos. Vários foram os sócios que prestavam serviço de diretoria na Cooperativa, Dr. José Alípio Furquim Fonseca, Dr. Gabriel Justino Figueiredo, Antônio Amêndola, Luís Amêndola, Fábio, Walter e Ruy, irmãos Diniz, sr. Jequinha Coimbra, pai do Dr. Archibaldo, e o esportista Zé Coimbra.
Outra faceta interessante da época foi a interação com os viajantes, representantes das empresas fornecedoras, em sua maioria da cidade de Ribeirão Preto. A Cooperativa vendia aos associados tecidos, louças, produtos considerados novidades na cidade, cobertores, alumínios, e outras novidades somente encontradas na Cooperativa de Consumo de Ituverava.
A Cooperativa trabalhava não visando lucro, apenas com arrecadações para renovar estoques, o que foi perdendo seu poder dos estoques de compras, e a concorrência dos supermercados instalados na cidade foi levando a sociedade a fechar suas portas, sem prejuízo aos associados. Isto ocorreu em 30 anos de atividade.
