Amor, sexo, morte e a vida são temáticas que participam do dia a dia de todos. Esses assuntos ganham, no entanto, ares poéticos e toques de humor nas obras de Domingos de Oliveira. A Globo resgata o trabalho do autor, diretor e dramaturgo na série inédita “Todas as Mulheres do Mundo”, que estará disponível para os assinantes do Globoplay a partir do próximo dia 23 de abril.
Adaptada para os dias atuais, a comédia romântica é uma releitura de reflexões filosóficas do autor, que morreu em março de 2019, aos 82 anos. Oito textos originais do dramaturgo foram usados como referência: “Todas as Mulheres do Mundo”; “Edu Coração de Ouro”, “Amores”; “Separações”; “Os Inseparáveis”; “A Primeira Valsa”; “BR 716”; e “Largando o Escritório”.
“Nos últimos dois anos, mergulhei nos textos do Domingos, li tudo o que ele escreveu, trocamos muitos e-mails enquanto ele estava vivo. Ele tem muito humor, é um filósofo, um grande poeta, um homem apaixonado, com profundo conhecimento de dramaturgia. Mas talvez o que torne o texto do Domingos mais especial é que ele não tem nenhum clichê. Não tem nenhuma frase feita, nenhuma obviedade. É surpreendente como ele é tão original. O maior desafio de escrever uma série que homenageia a obra dele foi criar um material original”, valoriza Jorge Furtado, que assina o texto ao lado de Janaína Fischer.
A trama de “Todas as Mulheres do Mundo” apresenta a história de encontros e desencontros amoroso de Paulo, papel de Emílio Dantas. Arquiteto e morador de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, ele se apaixona à primeira vista por mulheres livres, inteligentes e autênticas.
Logo no início, o público é apresentado a Maria Alice, papel de Sophie Charlotte, uma bailarina que rompe o noivado após conhecer Paulo em uma festa. Os dois vivem um intenso romance, até que ela decide morar na Alemanha.
“A série vem falar sobre o amor em geral, em como ele está sendo exercido hoje pelo ser humano, independentemente do sexo, da opção sexual, opção existencial… O Paulo é um cara que distribui afeto. Sobre todos os relacionamentos, acho que, a princípio, o que bate nele é a paixão da inflamação por conhecer alguém muito interessante. Eu acho que todas as mulheres do mundo representam para ele um equilíbrio”, defende Emílio.
Na tevê, Sophie, que é considerada uma das “musas” de Domingos de Oliveira, revive um papel que foi de Leila Diniz no filme da década de 1960 que batiza a série. “Eu me diverti muito fazendo a série, me emocionei e refleti sobre a vida, sobre o amor, sobre a nossa realidade. Se é para se esperar alguma coisa, acho que é conhecer um pouco mais do Domingos para quem não teve essa oportunidade”, aponta Sophie.
Com a ida de Maria Alice para Alemanha, Paulo conhece outras mulheres ao longo dos 12 episódios da série. Ele se envolve com Adriana, Elisa, Martinha, Renata, Pâmela e Sara, interpretadas por Samya Pascotto, Marina Provenzzano, Veronica Debom, Maria Ribeiro, Sara Antunes e Maeve Jinkings, respectivamente. Apesar da alta rotatividade no campo amoroso, Paulo é bastante fiel aos amigos Laura e Cabral, vividos por Martha Nowill e Matheus Nachtergaele.
“Tenho muito do Cabral. Eu sou um romântico, acreditei muitas vezes na beleza do mundo. Tenho nostalgia da beleza do mundo. E aprendo com ele coisas que não sei. A série é um ensinamento. Estamos tendo a chance de fazer uma série em que, de uma maneira doce e divertida, reaprendemos a amar. É um trabalho muito amoroso”, defende Nachtergaele.