O IPAI (Instituto Pacientes Assistidos por Ituveravenses) realiza trabalho de assistência a pacientes, pessoas que fazem tratamento do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) e também as que viajam de Ituverava para hospitais de Franca.
Conforme explicou o idealizador, Ronaldo Garcia Pinheiro, o órgão que funciona em um imóvel na Rua Brasília, próximo ao AME, é mantido com doações e trabalho voluntário, funcionando como uma casa de apoio para quem procura não somente alimentação, mas atenção e carinho.
Neste momento de pandemia pelo Coronavírus, o Instituto está cumprindo os decretos do município e do Estado de São Paulo, mas continua com lanche da madrugada para os pacientes de Franca.
Veja na entrevista que o idealizador disponibiliza seu contato para doações. Ele também agradece doadores e no quadro trazemos alguns depoimentos.
Progresso: Como está o trabalho do Ipai neste momento de pandemia do Coronavírus?
Ronaldo Garcia Pinheiro: Atendemos os pacientes que tratam no AME de Ituverava, e também os que tratam nos hospitais de Franca. Aos pacientes que tratam nos hospitais de Franca estamos mantendo o lanche da madrugada contando com a boa vontade dos voluntários que preparam o lanche com muito amor.
Aos pacientes que tratam no AME de Ituverava estamos cumprindo o Decreto Municipal, pois atendemos com voluntários de idade de risco (aposentados).
Progresso: A entidade continua recebendo doações? Como as pessoas que desejam contribuir podem fazer suas doações?
Ronaldo: A casa de apoio IPAI continua sim recebendo doações de alimentos e roupas, os interessados podem ligar para o número (16) 99107-5555, falar com Ronaldo, que retiramos as doações oferecidas.
Aproveitando a oportunidade, desejamos agradecer aos parceiros voluntários: Padaria Vipão, Varejão do Vanderley, Bar do Zum, Fundação Educacional, Restaurante Rodei o Brasil, senhor César Luiz Mendonça, Supermercado Fartura e tantos outros amigos da IPAI.
Progresso: O que o Ipai oferece aos pacientes do AME?
Ronaldo: Oferecemos, além de carinho e atenção, um delicioso café da manhã composto de café, leite, chá, pães, bolos e uma saborosa sopa solidária feita por voluntários do bem.
Progresso: Há quanto tempo foi fundado? Quantas refeições diárias? Custos mensais etc…
Ronaldo: A ideia surgiu no mês de junho de 2018, estamos prestes a comemorar nosso segundo ano. Circula pela casa cerca de 80 pessoas diárias e todas recebem alimentos. Temos custos fixos com aluguel, energia, água e manutenção chegando a cerca de R$ 600,00, valor arrecadado com bazar de roupas que recebemos de doações.
Progresso: Como é feita a arrecadação dos mantimentos?
Ronaldo: Muito interessante, fazemos campanhas entre amigos e familiares, escolas do município destinam itens arrecadados em gincanas entre alunos, recebemos doações de empresários que acreditam que é melhor dar do que receber ajuda etc.
Progresso: Quantos voluntários participam? O que é necessário para ser voluntário ou colaborador?
Ronaldo: Contamos com uma senhora na coordenação dos lanches da madrugada, outra no comando do café, uma moça na recepção dos pacientes, outra moça no bazar e um amigo na organização do funcionamento da casa de apoio IPAI. Para ser voluntário é necessário ter amor ao próximo e estar na casa para receber e doar amor.
Progresso: A que fatores você credita todo este tempo de atividade?
Ronaldo: A idealização do projeto surgiu com minha passagem pela enfermidade, também pela condição de ser condutor de ambulância e vivenciar a situação dos pacientes nos hospitais por onde passo. Também tive apoio da Eliane do IANSA da cidade de Franca que realiza um trabalho esplêndido.
Progresso: Quais são os próximos projetos?
Ronaldo: Fizemos neste mês de março o arroz carreteiro (feito por um carreteiro) e estamos no projeto de um jantar dançante, porém temos que aguardar essa pandemia passar.
