A paixão por História do Brasil e tramas recheadas de aventura acabaram por aproximar Thereza Falcão e Alessandro Marson. Amigos desde que entraram na Globo como colaboradores, na virada dos anos 2000, a dupla resolveu aglutinar ideias e referências ao receberem da emissora uma encomenda para a faixa das seis.
O resultado dessa aposta foi a “capa-espada” “Novo Mundo”, exibida originalmente entre março e setembro de 2017. O trabalho deu tão certo que acabou ganhando uma continuação com “Nos Tempos do Imperador”, novela que teve sua estreia adiada por conta da pandemia de Coronavírus, que fez a emissora paralisar os trabalhos nos Estúdios Globo para poupar seus funcionários e seguir as recomendações das autoridades de saúde.
Com isso, as tramas que estavam no ar foram interrompidas. Mas como “Éramos Seis” estava na reta final, a Globo escalou para ocupar o horário da seis, já a partir de hoje, dia 30 de março, uma versão compacta de “Novo Mundo”.
A ideia foi aproveitar o elo entre as duas tramas para refrescar a memória do público e usar a reprise como uma espécie de introdução. “É uma escolha muito pertinente. Uma novela começa quando a outra acaba. Vai ser ótimo rever as aventuras de D. Pedro I e ‘preparar’ o terreno para D. Pedro II. São dois momentos da história que dizem muito sobre o que a gente se tornou como nação”, conta Tereza.
O ponto de partida de “Novo Mundo” é a vinda ao Brasil da arquiduquesa austríaca Leopoldina, de Letícia Colin, para conhecer seu marido, D. Pedro I, de Caio Castro, com quem casou-se por procuração. Cruzando o Oceano Atlântico a bordo de uma nau durante 92 dias, a então Princesa do Reino Unido de Portugal traz consigo uma comitiva composta por nobres, cientistas e artistas, todos ávidos para conhecer o que existe do outro lado do mundo.
“Fomos guiados pela ideia de heroísmo. Homens e mulheres fortes que fizeram sua parte em prol de um bem maior. Criamos um mosaico muito rico de personagens famosos e anônimos que semearam o Brasil de hoje”, valoriza Alessandro.
Entre os destaques do elenco, Colin e Castro conquistaram o público com atuações inspiradas de seus protagonistas. Pela primeira vez, a Imperatriz deixou de ser uma coadjuvante de luxo na história de amor entre D. Pedro e Domitila, papel de Agatha Moreira, para mostrar seus dilemas e paixões em território nacional.
“Inicialmente, Leopoldina acha que vai viver um conto de fadas. Mas todo mundo sabe que não é bem assim que as coisas acontecem. Como atriz, foi maravilhoso mostrar esse lado mais realista de uma mulher tão interessante”, destaca Colin.
A novela também se torna palco de uma grande disputa pelo amor de Anna, de Isabelle Drummond, culta professora inglesa que tem como missão dar suporte à princesa. De um lado, Anna se vê encantada pelo destemido e arteiro Joaquim, de Chay Suede.
Ao mesmo tempo, ela tenta se desvencilhar das investidas do ambicioso oficial inglês Thomas, de Gabriel Braga Nunes. “Tudo na novela é de uma riqueza impressionante. Tivemos um longo período de preparação e tudo foi importante para que o elenco estivesse pronto para as gravações”, destaca Isabelle.
No núcleo cômico, o trio formado pela atriz decadente Elvira, e o casal dono da taberna local, Germana e Licurgo, personagens de Ingrid Guimarães, Viviane Pasmanter e Guilherme Piva, garantiu as risadas da faixa, que ainda teve ótimos desempenhos de nomes como Felipe Camargo, Sheron Menezzes, Julia Lemmertz e Jonas Bloch, entre outros.