Crimes, sexo, festas, drogas e conflitos. “Elite” acertou na fórmula desde seus primeiros episódios e, mesmo repetitiva em algumas situações, encontrou uma saída ao amarrar as histórias e prender a atenção da audiência a cada nova fase.
A terceira temporada da série espanhola da Netflix estreou com a tarefa de fechar o ciclo dos alunos que estão concluindo os estudos no colégio Las Encinas. Usando novamente a fórmula do “quem matou” que foi o mote da primeira temporada, a terceira deve encerrar com a revelação do responsável por dar um fim na vida e nas mentiras do assassino, que a essa altura todos já sabem quem é.
Polo, que passou a temporada anterior inteira sofrendo com a culpa e o segredo que guardava, começa a terceira temporada morto. Mais uma vez, todos são suspeitos.
É o momento de resolver as angústias e os conflitos construídos ao longo da série. Ainda assim, dois novos personagens —Malick e Yearay— chegam para mexer com monstros do passado e trazem outras questões para um grupo já tão afogado em problemas.
Com uma história contada de forma não linear, Polo segue ativo nos novos episódios e confunde ainda mais os colegas, obrigados a aceitá-lo de novo no colégio após ele ter sido liberado pela polícia…
O crime no baile de formatura é apenas o desfecho da mais pesada entre as temporadas. O sangue espalhado no chão e o corpo inerte de Polo resumem os sentimentos acumuladospor quase todos os núcleos.
Sem uma confirmação oficial da Netflix, a expectativa é que a série ganhe sobrevida, mas com outros personagens. Como diz o mote da terceira temporada, o grupo ficará junto “até que a morte nos separe”.