Em seu terceiro ano, “Júnior Bake Off Brasil” mostra os primeiros sinais de esvaziamento

O sucesso das competições de culinária foi reavivado a partir do bem sucedido “Masterchef Brasil”, exibido pela Band. O formato, inclusive, foi explorado nas mais diversas versões, indo das crianças aos participantes amadores.

Apesar de a edição infantil não ter feito sucesso na Band, a ponto de ser interrompido após a primeira temporada, o SBT, por sua vez, conseguiu encontrar uma forma para atrair o público infantil para o universo do “talent show”.

Recentemente, a emissora de Silvio Santos estreou a terceira temporada do “Júnior Bake Off Brasil”, versão infantil da famosa competição entre confeiteiros. Bastante conhecido pela produção de novelas infantis, o canal tem a expertise necessária para criar e moldar um projeto voltado para crianças.

Com cenários lúdicos, coloridos e bem acabados, o programa sabe como apresentar uma boa embalagem à primeira vista. Assim como a versão adulta, o “reality show” mostra os talentos culinários de 12 mini-confeiteiros dedicados e talentosos. Todos buscam conquistar o título de “Melhor Confeiteiro Júnior do Brasil”.

A confeiteira Beca Milano e o padeiro Olivier Anquier são responsáveis por orientar os participantes ao longo das provas. Porém, ao contrário da edição com adultos, a dupla de jurados é mais delicada e atenciosa nas críticas e comentários.

A apresentadora Nadja Haddad é responsável por aconselhar e extrair as melhores histórias e frases dos participantes. Carismática e simpática, Nadja ganha a confiança das crianças ao tratá-las de igual para igual e, principalmente, ao não subestimá-las. Em seu terceiro ano de exibição, o “Júnior Bake Off Brasil” tem gerados índices satisfatórios para o SBT, alcançando uma média de pouco mais de sete pontos.

Ainda assim, a emissora não explora o potencial da competição como deveria. O horário tardio da produção, que vai ao ar nas noites de sábado, às 22h30, afasta o principal público para o qual o programa é produzido: as crianças.

Formato estrangeiro, o “Júnior Bake Off Brasil” começa a mostrar seus primeiros sinais de esgotamento. Sem grandes novidades a cada temporada, o programa se escora principalmente na fofura e meiguice dos participantes. Mas, sem um tom de competitividade incentivado, o programa perde um dos principais ingredientes: a adrenalina. Seguindo o roteiro de outros anos, o “Júnior Bake Off Brasil” é o exemplo de que açúcar demais faz mal.