Fevereiro Roxo: Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia

A campanha Fevereiro Roxo surgiu em 2014, na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, sendo o trabalho de conscientização, geralmente, feito por organizações não governamentais (ONGs). O lema da iniciativa é “Se não houver cura que, no mínimo, haja conforto”.

O ALZHEIMER – A longevidade alcançada, nas últimas décadas, evidenciou uma doença descoberta em 1906, o Alzheimer, que, geralmente, se manifesta a partir dos 60 anos de idade. Ela provoca perda da capacidade cognitiva, da memória e demência. A doença possui as fases leve, moderada e grave. A causa é desconhecida, mas acredita-se que seja geneticamente determinada em 10% dos casos. No Brasil, o cálculo da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) é de que 1,2 milhão já sofram os efeitos da neurodegeneração.

O LÚPUS – Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), seu nome cientifico, é uma doença inflamatória autoimune, que ocorre quando o próprio sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do corpo por engano. Pode afetar diversos órgãos e tecidos do corpo como pele, articulações, rins e cérebro. Em casos mais graves, especialmente se não for tratado adequadamente, pode levar à morte. Estudos indicam que as doenças autoimunes podem acontecer devido a uma combinação de fatores hormonais, infecciosos, genéticos e ambientais. Pode ocorrer em pessoas de qualquer idade e sexo, principalmente, entre 20 e 45 anos.

FIBROMIALGIA – Trata-se de uma doença reumatológica, que acomete por volta de 3% da população brasileira, em sua maioria mulheres adultas, conforme dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). A principal característica é o aparecimento de uma dor muscular crônica e generalizada, acompanhada de sintomas como fadiga, alterações de sono, memória e humor. “Há um aumento da sensibilidade da dor. Como reduz a produção dessa substância, a pessoa sente dor espontânea, de vários tipos e espalhadas pelo corpo”, explica Rodrigo Aires, referência técnica distrital (RTD) de Reumatologia da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Com a palavra, a Psicologia

As doenças crônicas se caracterizam como um estado patológico permanente, que produzem impacto psicológico, uma vez que requer um longo processo de tratamento, incluindo reabilitação, controle e até mesmo cuidados de outras pessoas; necessitando ainda de adaptações na rotina para melhora da resposta ao tratamento.

É papel do psicólogo trabalhar com o paciente e seus familiares o impacto emocional que a doença produz, primeiramente auxiliando-os na compreensão mais ampla de sua patologia (através da psicoeducação), encorajando-os a lidar com a vivência das restrições, ao mesmo tempo em que podem pensar em novas possibilidades de enfrentamento.

A psicoeducação é uma técnica que relaciona os instrumentos psicológicos e pedagógicos com objetivo de ensinar o paciente e os cuidadores sobre a patologia física e/ou psíquica, bem como sobre seu tratamento. Podendo assim, ser desenvolvido um trabalho de prevenção e conscientização.

É importante destacar que nem toda doença crônica ocasionará efeitos psicológicos graves, uma vez que cada sujeito a enfrentará de modo único e particular, podendo ter recursos psicológicos suficientes, enquanto outros necessitarão de um acompanhamento psicológico mais sistemático para desenvolver tais recursos. (fonte:saúde.df.gov.br)

*Grupo de Psicólogos de Ituverava