Em entrevista concedida semana passada, em razão dos 49 anos da Fundação Educacional de Ituverava, o presidente da entidade, Pedro César Galassi (Pedrinho) falou sobre os projetos da instituição para este e os próximos anos.
Ele também comentou sobre as últimas conquistas e a responsabilidade de estar à frente de uma das maiores empresas do município que oferece ensino de qualidade desde o infantil, passando pelo fundamental e médio até o superior e pós-graduação.
A Fundação Educacional de Ituverava é a entidade mantenedora da Fafram (Faculdade Doutor Francisco Maeda), FFCL (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras) e Fajob (Faculdade de São Joaquim da Barra) e dos Colégios Nossa Senhora do Carmo (Coc) e Liceu Vincent Van Gogh (Anglo), onde estão matriculados mais de três mil alunos.
Confira entrevista com o presidente da instituição.
Progresso: O que a Fundação Educacional de Ituverava tem a comemorar nestes 49 anos?
Pedro César Galassi: Temos vários projetos para comemorar nestes 49 anos desde a criação a entidade, nós passamos pelos cursos de Licenciatura, depois veio Agronômia em 1987 e dali para cá vieram vários outros cursos e temos que comemorar tudo isso: são 16 cursos superiores hoje, cursos de pós-graduação e muitos outros que estão para vir e a vinda da Fajob que foi motivo de grande comemoração porque hoje a Fundação mantém três faculdades: Fafram, FFCL e Fajob e dois colégios – Coc e Anglo e temos motivos muito grandes para festejar muito.
Progresso: Em sua opinião qual maior presente para a entidade nesta data?
Pedrinho: O presente que a entidade merece receber são vários alunos e quanto mais estudantes que ela recebe são mais pessoas principalmente jovens que vamos qualificar, esta é a função da Fundação, mas quando falamos em presente podemos analisar várias coisas para Fundação. E hoje ela tem professores qualificados inclusive de nossa cidade e hoje o maior presente é este, a Fundação pode dar qualificação e estamos recebendo este fruto que é a própria mão-de-obra de Ituverava.
Progresso: Quais foram as últimas principais conquistas da entidade?
Pedrinho: As conquistas foram os cursos que criamos com qualidade e a Fajob que foi um investimento, tivemos apoio muito grande dos poderes Executivo e Legislativo de São Joaquim da Barra na criação e instalação e agora com a parceria através de bolsas que o município concede para seus alunos e oferecemos descontos para estes alunos, unimos forças e esse foi uma das últimas grandes conquistas.
Progresso: Quais são os projetos para este ano do cinquentenário da FE?
Pedrinho: Projetos para este ano são novos cursos, temos Arquitetura e Urbanismo, Educação Física e Recursos Humanos, além de projetos futuros na área de saúde. Pretendemos trazer Biomedicina, Psicologia e Educação Física Operacional.
Progresso: Quantos alunos estão matriculados? Como senhor avalia o ensino oferecido pela Fundação Educacional de Ituverava, desde o infantil, passando pelo Fundamental, Médio, Superior e pós-graduação?
Pedrinho: Hoje já temos mais de três mil alunos matriculados e ainda tem fevereiro e março para encerrar as matrículas. O ensino é de qualidade desde o berçário, maternal, Fundamental 1 e 2, Médio, prosseguindo pelo Superior e Pós-Graduação. Nós não perdemos para nenhuma entidade nesta área de Educação, com qualidade, pois é nosso projeto, nossa finalidade.
Qualificar as crianças desde o fundamental para poderem prestar o vestibular não só em nossas faculdades, mas também nas federais e estaduais que temos tantos aprovados. Os conceitos das avaliações feitas pelo MEC (Ministério da Educação) estão aí para comprovar, bem como alto índice de aprovações e empregabilidade daqueles que saem para o mercado de trabalho.
Progresso: O que representa para o senhor estar na presidência desta importante entidade?
Pedrinho: Para mim representa muito, foi um desafio muito grande quando o conselho me escolheu, porque é uma empresa muito grande, uma das maiores do município e com a responsabilidade de manter a qualidade do ensino oferecido. Agradeço muito a confiança do conselho, de me entregar a direção desta entidade.
Mas aqui não é apenas o presidente que administra, hoje temos um conselho e uma diretoria executiva de ponta, além de 12 gestores que contribuem com a administração da instituição e fico muito honrado porque de fato é uma das empresas de Educação no Estado de São Paulo e no Brasil de plena qualidade, como já dissemos antes: oferecendo ensino de qualidade desde as crianças até o superior e pós-graduação.
Progresso: E como está sendo enfrentar este momento da economia brasileira?
Pedrinho: Eu acredito que a economia do Brasil está boa. Estamos passando por um momento de transição. Acredito que a tecnologia está numa velocidade muito grande e quando se fala em crise econômica, vem de encontro com a crise com a desestabilidade da nossa balança comercial. A crise existe quando se tem uma inflação ou deflação e isso não está acontecendo em nosso país. No Brasil o que está acontecendo hoje na economia é uma transição da mão-de-obra do ser humano para a inteligência artificial que são os robôs. Acredito que agora nós empresários e muitos outros, a população tem que ser criativa para não ficar para trás.
A inteligência artificial é muito bem-vinda, mas temos que nos preocupar com a economia justamente com a mão de obra humana porque se não qualificarmos as pessoas hoje, incentivarmos a buscar e se inteirar da tecnologia vamos sofrer muito, porque eu não vejo crise na economia, vejo crise na transição que estamos passando da tecnologia.
As pessoas hoje tem que se qualificar e ter um comprometimento maior com as empresas, responsabilidade onde presta a mão-de-obra, porque as empresas não são dos investidores, elas são de todos que trabalham, pois todos tiram seu sustento. Tem aquele que é o investidor, mas o proprietário é igual a todos os demais trabalhadores.
Progresso: Quantos empregos são gerados pela Fundação?
Pedrinho: A Fundação hoje tem acima de 540 colaboradores diretos e indiretos são muitos fornecedores e aqueles que prestam serviços como terceirizados, além das empresas de transportes que trazem os alunos. Tem ainda os alunos que residem em Ituverava e movimentam a economia da cidade, são muitos estudantes que fazem Agronomia, Medicina Veterinária e Direito que residem aqui e contratam residências para morar em repúblicas, contratam domésticas e compram em supermercados, postos de combustíveis, farmácias, restaurantes, lanchonetes e muitos outros estabelecimentos movimentando assim a nossa economia.
Progresso: Qual é a importância da Fundação hoje para Ituverava?
Pedrinho: A Fundação é o maior diamante que temos em Ituverava e ele está sendo lapidado desde 1971, quando iniciamos com os cursos de Licenciaturas e hoje estamos com 16 cursos superiores. A FE representa muito na qualificação de pessoas, na movimentação econômica do município, geração de emprego e é um dos pilares de sustentabilidade da nossa economia.
Progresso: Há quanto tempo o senhor pertence ao conselho de curadores da FE? Já exerceu outros cargos?
Pedrinho: Faz 23 anos que estou no Conselho de Curadores da Fundação Educacional. Neste período também passei pelos cargos na diretoria executiva, tesouraria e vice-presidência. Há três anos estou presidente e estou muito feliz de poder prestar este serviço de voluntário para nossa cidade e para população e região.
Progresso: O senhor já passou também por outras entidades?
Pedrinho: Passei sim por outras entidades trabalhando de voluntário. Fui presidente da Associação dos Pequenos Produtores quando existia o Mercadão Municipal que abrigava os produtores da cidade, na gestão do saudoso prefeito Dr. Ecyr Alves Ferreira, também fui presidente da Associação Beneficente São João da Escócia e da Loja Maçônica União Ituveravense, na Associação Comercial e Industrial de Ituverava fui tesoureiro e por quatro mandatos fui presidente, onde atualmente sou vice-presidente.
Na ACII, logo quando tesoureiro incentivamos e motivamos a diretoria para construção da sede própria, fizemos muitas promoções com sorteios de veículos e outros prêmios, promoções de Dias da Crianças, chegadas de Papai Noel e há 23 anos também faço parte do Conselho da Santa Casa de Misericórdia, que é outra entidade e o outro pilar de Ituverava, só com AME são 18 mil pessoas que passam por mês por Ituverava. Estou tesoureiro do Sindicato Patronal do Comércio Varejista do Município, onde sou um dos fundadores e fiquei 18 anos no Corpo de Jurados. Fico muito feliz de poder prestar estes serviços para nossa comunidade.
Progresso: Como estas experiências estão contribuindo para sua gestão na Fundação?
Pedrinho: Já vim com a experiência de ter e estar prestando estes serviços de voluntário e já sabia como é. Precisa respeitar a entidade que você está prestando este serviço porque acima de tudo em qualquer instituição que se faça parte, o interesse maior é da própria entidade e não pode ser de quem está prestando serviços. Pois são entidades que não pertencem à diretoria, são patrimônios do povo e tem que ser respeitado.
Quando uma pessoa assume o compromisso com a instituição, precisa administrar melhor que sua própria empresa. Então quando se assume uma responsabilidade desta tem que ter um comprometimento muito grande para prestar um serviço à altura do que elas merecem.