Ituverava em Reminiscência #5

Carta Patente: Cópia da Provisão para a bênção da Ermida da Sra. do Monte do Carmo no bairro dos Córregos

Antônio Marques Henrique, professo na Ordem de Cristo, Vigário Colado e na freguesia do Montesserrate da Cutira e visitador ordinário desta e de outras freguesias e comarcas eclesiásticas pelo exmo. Revmo. Se Bispo Diocesano etc.
Aos que esta Provisão virem, saúde e paz para sempre no Senhor. Faço saber que, atendendo ao que por suplicação representou o instituidor da Ermida da Senhora do Monte do Carmo do bairro dos Córregos desta freguesia, o Alferes João Alves de Figueiredo, hei por bem pela presente conceder-lhe a faculdade para que o muito reverendo pároco desta freguesia possa benzer a dita Ermida por si ou por Sacerdote de sua licença, na forma do Ritual Romano o que feito se poderá nela celebrar Missa e os demais ofícios divinos, enquanto se não julgar interdicta.
Com obrigação, porém de que o instituidor dará os seguimentos necessários, visto não ser patrimoniada. Esta será copiada no livro do Tombo desta freguesia sob o selo das Armas de S. Exma. Revma. ou sem ele ex causa e meu sinal aos 20 de julho de 1818. Eu, o Pe. Francisco de Paula Carvalho e Pinto a subscrevi.
Franca, 02 de agosto de 1818, o Vigário Colado Joaquim Martins Rodrigues.

Ambas as Provisões resolvem definitivamente o problema do fundador e esclarecem que a capela não recebeu patrimônio, o que confere com a inexistência de registro. Neste sentido, nos cinco livros que a Cúria Arquidiocesana de São Paulo conserva, de 1818 a 1863, bem como nos três de “Autos de Ereções de Patrimônios de Capelas”: Contrariando a tradição, há mais de um documento que aponta o Alferes João Alves de Figueiredo como fundador de Ituverava.

Mais uma vez publicamos a foto do antigo Largo do Carmo, local onde está o Tiro de Guerra de Ituverava e foi construída a primeira igreja de Ituverava, em 1818, quando foi oficialmente fundada no dia 16 de Julho, com nome de Capela Nossa Senhora do Carmo, que posteriormente mudou-se para onde está a Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo. No local em primeiro plano, o prédio que funcionava como Fórum, Prefeitura, Delegacia e Cadeia e os lendários coqueiros. Atualmente, toda região é chamada de Largo do Rosário em alusão proximidade à segunda igreja, Nossa Senhora do Rosário dos homens pretos, construída na mesma época pelos escravos e que ainda continua conservada até dias atuais.