
Carta Patente
Esclarece sobre o fundador de Ituverava (João Alves de Figueiredo), permitiu insistir na busca, pois mostrava que o caminho estava certo. Que efetivamente os Alves de Figueiredo andaram pelas Gerais e até apontava a região Serranos de Aiuroca. Foi, então, que encontramos o registro desta Carta Patente.
“Por se achar vago o posto de Alferes da Companhia de Ordenanças de Pé do Distrito dos Serranos, do qual sou Capitão, nomeio para o dito posto de Alferes a João Alves de Figueiredo por concorrer nele todos os requisitos necessários, havendo-o assim por bem o meu Capitão Mor, o senhor Doutor Manoel Caetano Monteiro Guedes, Serranos, primeiro de janeiro de 1783. José Alves de Figueiredo, Capitão Comandante. Aprovo a nomeação havendo-o assim por bem o Ilmo. Exmo. senhor governador e Capitão General desta Capitania, a quem deve requerer confirmação.” Vila de São João, 8 de março de 1783, Monteiro.
Confirmo e se registre, Vila Rica, 5 de abril de 1783 com a rubrica de sua Excia. (D. Rodrigo José de Menezes).
“Aos dezoito de setembro de mil setecentos e oitenta, na Capela da Senhora de Bom Sucesso de Serranos, filial desta matriz de Aiuroca, pelas onze horas do dia, sem se descobrir impedimento algum como consta de uma provisão, mandada passar pelo Reverendo Senhor José Batista da Silva, Vigário da Vara desta comarca, que ficou em meu poder, na minha presença e das testemunhas que fiz assinar na mesma provisão, o padre Manoel Luiz Afonso e Manoel Afonso de Novais e de outros muitos que presente et in facie ecclesia e João Alves de Figueiredo, filho legítimo de Manoel Gomes e Micaela de Figueiredo, natural e batizado na Freguesia de São Martinho dos Moites, bispado de Vizeu e Tereza Vilela do Espírito Santo, filha legítima de Domingos Vilela e Maria do Espírito Santo, natural e batizada nesta freguesia de Aiuroca, logo lhes dei as bênçãos nupciais e para constar fiz este assento que assinei era ut cupra. O Vigário João de Rezende Costa”.
Este assento de casamento elimina muitas dúvidas e nos leva a várias conclusões.
1° – O Alferes era português, mas de São Martinho dos Moites (como consta em seu testamento), no Bispado do Viseu, e não de Lisboa; portanto, um beirão da Beira Alta, provavelmente loiro, de olhos azuis, como é comum ao norte de Portugal, por influência visigótica.
2° – O Alferes se casou numa família de ascendência portuguesa muito próxima (Seu sogro era de Santa Maria das Palmeiras, Arcebispo de Braga) e de prole numerosa e importante, sendo que seu irmão Capitão José se casara antes dele, com outra filha de Domingos Vilela chamada Maria.
3° – Os filhos de ambos que, geneticamente, são irmãos, poderiam usar os patronímicos de Vilela de Figueiredo ou Alves de Figueiredo, indistintamente, como aconteceu.
A 13 de julho de 1836, a Câmara Municipal de Franca dirigiu um ofício ao presidente da província sugerindo a supressão do 4° Distrito do Carmo, um dos responsáveis pelo sistemático atraso na remessa de informações urgentes pedidas pela governança da província em virtude da sua distância da Vila e dificuldade de comunicação.
Advogando a supressão, diz a Câmara em certo trecho referindo-se ao 4° Distrito, que nele havia “uma Capela que foi curada mas que há anos está sem Capelão”, e tendo morrido João Alves, eretor e selador da dita capela, o Arraialzinho que ia começando está reduzido a quase nada, tem morrido alguns nomes que mais figura lá faziam; muitos poucos restam para que ali possa conservar um Distrito sobre si, porque a muita gente que tem é miúda e da última classe. (continua na próxima edição)